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As armadilhas da alimentação saudável

13 de junho de 2016 14:02 | UNOESC na Comunidade
As armadilhas da alimentação saudável

Ao decidir mudar hábitos alimentares, as pessoas podem recorrer ao auxílio de nutricionistas com o intuito de saber quais alimentos e qual a melhor forma de efetivar a escolha por alimentos saudáveis, ou mudar utilizando experiências alheias. Inicialmente essas mudanças são rapidamente atribuídas ao cotidiano do paciente, porém a médio e longo prazo, o relato é de que gradualmente os antigos hábitos voltam a prevalecer.

Nesse processo, a Psicologia pode auxiliar na manutenção dessa escolha por hábitos mais saudáveis, no médio e longo prazo. Uma das ferramentas é a Terapia Cognitivo-Comportamental que utiliza técnicas cognitivas e comportamentais para identificar a modificar comportamentos que boicotam a alimentação saudável, entre eles: não resistir a alimentos tentadores, não lidar com a fome, com os desejos incontroláveis, com o estresse, e com as emoções negativas, comer para se confortar, entre outros.

Na prática clínica além de todos os boicotes acima citados, encontramos um que diretamente interfere nos demais, são os chamados Pensamentos Sabotadores. São pensamentos que inicialmente nos convencem, mas depois se analisarmos, percebemos que são desculpas que encontramos para justificar deslizes na alimentação. Após um dia de trabalho cansativo, pensamentos como “Eu mereço um chocolate”, “Amanhã eu compenso”, “Não tem problema comer um pouco fora do combinado”, “Estou chateado, preciso comer”, “Já que comi o que não devia, vou continuar comendo até o fim do dia”. Gradualmente esses pensamentos vão conduzindo ao retorno da alimentação inapropriada, até a desistência total do novo hábito.

Para escolher alimentos apropriados e utilizar hábitos alimentares adequados, você precisa inicialmente aprender a fazer modificações permanentes na maneira de pensar, principalmente em relação aos seus pensamentos sabotadores. Assim, poderá responder a pensamentos sabotadores como “eu não quero que”, “eu não tenho que”, ou “eu não consigo”, e modificar definitivamente seu hábito alimentar saudável.

 

 

 

 


Por: Patricia Silva

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