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Gigante de aço

3 de dezembro de 2016 - 18:47 / UNOESC na Comunidade | Comentários
Gigante de aço

 

 Marianne Bernardi

Quando se fala em ataque terrorista, apesar de ser uma realidade cada vez mais presente na sociedade atual, geralmente a primeira lembrança é do famoso “11 de setembro de 2001”. O que muitos não percebem é que o arranha céu atingido foi muito mais que alvo de uma fatalidade: trata-se de uma bela obra arquitetônica construída com o intuito de servir à cidade de Nova York sendo um grande centro comercial no seu coração financeiro.

Com cento e dez andares, o World Trade Center – WTC – era composto por duas torres principais, as torres Norte e Sul, destacadas por sua altura. Entre as principais comodidades, havia um belo restaurante no 106º e 107º andar da torre Norte. Já na torre Sul estava alocado o seu famoso observatório, disponibilizando a boa visibilidade de Manhattan. Com construção objetiva e bem planejada, os detalhes do World Trade Center iam do tamanho das janelas visando à segurança, à quantidade dos elevadores buscando agilidade.

Por muitas vezes criticada devido sua forma grande e ”sem cor”,  o WTC era muito mais que um edifício, e sim uma referência para ”a cidade que nunca dorme”. Tudo desenvolvido e pensando para a sua finalidade, e deixando traços do arquiteto que projetou esse incrível complexo, o qual, infelizmente, ficou mais deslumbrado apenas após a fatalidade que o derrubou.

Depois da tragédia que matou milhares de pessoas e deixou o mundo em choque, houve a dúvida: o que fazer com tal espaço?  Muitas divergências ocorreram devido ao medo de um novo ataque, mas a clara necessidade de não esquecer aquele episódio só impulsionou ainda mais a possibilidade de ele ser reconstruído.

Obtendo uma forma moderna e de torre única, o atual One World Trade Center foi concluído com êxito em três de novembro de 2014. Com aspecto totalmente espelhado, fez com que o céu de cidade fosse refletido, dando a ele uma forma nova e mais ênfase em meio aos outros edifícios. Junto à nova arquitetura, viu-se a necessidade em homenagear àqueles que lamentavelmente estavam presentes no atentado.  Surgiu aí nomeado “Marco Zero”, onde se encontra gravado o nome das vítimas e duas piscinas representando as torres.

É claro que a renovação do One World Trade Center não teve um bom motivo, contudo,  a arquitetura, mais uma vez,  mostrou que os detalhes podem ser recordados e enriquecidos, simplesmente por ser esplendorosa e inovadora.
(A autora é acadêmica do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unoesc Xanxerê. Texto elaborado sob a orientação da Profª Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset).

 

 

Por: UNOESC na Comunidade

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