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Casos de sífilis continuam aumentando em Xanxerê, “centenas encontram-se infectados”

24 de novembro de 2016 10:43 | Comunidade , Saúde , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Casos de sífilis continuam aumentando em Xanxerê, “centenas encontram-se infectados”

A Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. A doença pode apresentar várias manifestações clínicas sendo sífilis primária, secundária, latente e terciária. Em Xanxerê e região os números de pessoas infectadas pelo vírus cresce principalmente nos adultos-jovens, que são aqueles da faixa etária de 20 a 40 anos de idade.

Segundo o médico infectologista, Hugo Noal, a doença está em uma situação complexa e os números só tendem a aumentar, “essa doença sempre vai continuar, infelizmente é uma situação muito complexa, por dois motivos, primeiro porque ninguém se importa, as pessoas não vão atrás dos meios de prevenção e, cada vez mais casos são identificados e segundo, pelo comodismo da população”.

O infectologista ainda destaca que com a falta de conhecimento sobre a doença, centenas de pessoas acabam descobrindo apenas quando vão realizar exames de rotina, “como ela é uma doença transmitida por relação sexual e por não ter muitos sintomas, as pessoas acabam descobrindo quando vão fazer exames de revisões, mas que infelizmente ninguém se importa”.

Números que crescem

Hugo salienta que em Xanxerê, centenas de pessoas encontram-se infectadas, “Xanxerê já possui centenas de casos confirmados e, não é só Xanxerê, é nível de Brasil, mas o único caminho para diminuir esses números é a educação, pois as doenças não esperam por isso e, principalmente porque as pessoas não se importam com isso. A única maneira de melhorar e esses números baixar, é quando a população começar a sentir no bolso os prejuízos desta doença, hoje a dependência é do governo que se disponibiliza os meios de tratamentos, evitando que os gastos se revertam sobre o paciente. Agora, mesmo tentando educar as pessoas, isso não modifica”.

Transmissão

“A maioria das pessoas que pegam essas doenças, não sabem como pegou, não conhecem a doença, não sabem e não tinham medo que isso poderia acontecer e muitas abandonam o tratamento e mesmo com a infecção continua tenda a exposição que tinham antes de descobrir a doença. Isso faz com que número aumente ainda mais fazendo com que os maiores registros sejam identificados em adultos-jovem, que são aqueles na faixa de 20 a 40 anos. Vale destacar que destes números quem busca atendimento são as mulheres”.


Por: Alessandra Bagattini

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