Coluna Viver Bem: qual o risco nos procedimentos estéticos?

27 de julho de 2018 08:17 | Coluna Bem Viver , Lance Notícias , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Coluna Viver Bem: qual o risco nos procedimentos estéticos? Imagem Ilustrativa/ Divulgação

Olá pessoal, hoje resolvi conversar com vocês sobre um assunto muito pertinente nesses últimos dias e também muito sério! Procedimentos estéticos e seu real risco.

Muitas dúvidas surgem quando falamos sobre isso, e na minha opinião, falta informação, ou seja, a disseminação de ideias de que um padrão estético aceitável pela sociedade é ter um corpo definido e um rosto sempre jovem, acarreta uma falta de bom senso e critério na obtenção de resultados satisfatórios, ou seja, o importante é estar dentro dos padrões determinados, independentemente das consequências. Também a oferta exagerada de procedimentos estéticos invasivos por profissionais que não tenham a devida habilitação e autorização legal para sua execução tem sido sistematicamente publicada em veículos de comunicação e mídias sociais como procedimentos simples e sem riscos à saúde da população.

Isso leva as pessoas em busca de padrões inalcançáveis, acabam arriscando a própria saúde! Mudar algo na aparência, um detalhe que seja, é desejo de muitos mortais, o problema é que nenhum recurso estético é 100% seguro e muitas pessoas acabam correndo sérios riscos para aperfeiçoar o corpo e/ou rosto, por exemplo, se o procedimento for realizado de maneira errada, o produto aplicado não for de qualidade, ou houver complicações durante a cirurgia, além de não ficar satisfeita com os resultados, a pessoa pode sofrer alguma consequência, com uma infecção que leva a deformidades, amputações e até mesmo a morte.

Então, conhecer os riscos de cada técnica e, principalmente, escolher um profissional capacitado são medidas essenciais para evitar complicações.

Outra coisa é que qualquer tratamento estético deve ser feito em hospital, clínica ou consultório, lugares aprovados pela vigilância sanitária, que seguem os quesitos de biossegurança. Os procedimentos invasivos das áreas dermatológica/cosmiátrica devem ter indicação e execução feita por médicos, de acordo com a Lei 12842/2013. É o que esclarece também o parecer do CFM (Conselho Federal de Medicina) n. 35/2016.

Não é à toa que esses profissionais estudam tanto para poderem proporcionar segurança em seus procedimentos, no caso do cirurgião plástico, por exemplo, a formação leva, no mínimo, 11 anos. Após os seis anos da graduação em medicina, é preciso passar pela formação de cirurgião geral que dura dois anos, antes de cumprir mais três anos em cirurgia plástica.

Então, tenham cautela quando se tratar da sua própria saúde e segurança, é possível verificar a formação do médico no Conselho Regional de Medicina, e isso pode ajudar a evitar situações de risco decorrentes de possível atendimento por pessoas sem a devida qualificação e sem competência legal para tanto.

No site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), qualquer um pode consultar se o médico é especialista pela entidade. Se sim, certamente ele é bem preparado. O mesmo acontece no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Outra dica é, não acredite em grandes promessas:

Corpo perfeito? Desintoxicação total? Juventude? Vigor físico sem esforço nenhum? Cura de doenças crônicas? Não existe fórmula mágica para todos os desejos dos pacientes. Sempre desconfie das promessas milagrosas. Cuidado também com os sites de compras coletivas e anúncios na internet, que oferecem pacotes baratos e promoções. Deve haver desconfiança dos locais que se dispõem a cobrar preços muito baixos, frequentemente com muita rotatividade de profissionais e, nem sempre, regularizados como estabelecimento de saúde.

 

 

Daiana Dambroso (CRM/SC 20.681)

20/07/2018

 

 


Por: Alessandra Bagattini

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