Corpo de Bombeiros repassa orientações sobre resgate de animais silvestres

30 de julho de 2018 11:55 | Animais , Bombeiros , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Corpo de Bombeiros repassa orientações sobre resgate de animais silvestres (Foto: Corpo de Bombeiros)

Na manhã desta segunda-feira (30), o Corpo de Bombeiros foi acionado para resgatar um animal silvestre que foi encontrado no interior da obra de ampliação do Hospital Regional São Paulo. Nesse caso, tratava-se de um Graxaim, animal nativo da região Sul do país.

Conforme tenente Domingos, do 14º Batalhão do Corpo de Bombeiros, situações como essa se tornam cada vez mais comuns a partir do mês de setembro, pois as queimadas acontecem com mais frequência e esses animais buscam um local para se abrigar. Outro fator que contribuiu para o aparecimento desses animais no meio urbano é a expansão das cidades.

“Geralmente, no mês de setembro terão mais casos como esse, pois como o clima esquenta, acontecem as queimadas com mais frequência. O Graxaim, por exemplo, é muito comum na nossa região pois ele se alimenta de frutas. É um animal que vai pegando confiança e entra nos locais. Acredito que esse, em específico, pegou o caminho do rio Xanxerê e, durante a noite, ele deve ter andado em busca de alimento e chegou no local da obra”, comenta.

Para casos como esse, o Corpo de Bombeiros mantém uma parceria com o hospital veterinário da Unoesc, onde foi montado um grupo de estudos sobre animais silvestres. Esse grupo recebe os animais, realizam os cuidados necessários e o encaminham para a soltura.

Domingos frisa que a recomendação para quando uma pessoa se deparar com um animal silvestre, deve acionar o Corpo de Bombeiros que fará o resgate e posterior soltura do animal.

“A recomendação para a população é sempre entrar em contato com os Bombeiros. Não se pode tentar pegar, pois esse animal está acuado e pode ser agressivo se for tentar tirar ele. E eles podem ter alguma doença e passar para o ser humano. Outra recomendação é não oferecer alimento, não querer domesticar, nem levar para dentro de casa, pois isso pode ser um risco”, conclui.

 

 


Por: Alessandra Oliveira

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