Da produção artesanal ao reconhecimento: conheça a história da cachaça Refazenda

1 de agosto de 2018 14:53 | Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Da produção artesanal ao reconhecimento: conheça a história da cachaça Refazenda (Fotos: Alessandra Oliveira/Lance Notícias)

A cachaça Refazenda, que já recebeu diversas premiações pela sua qualidade, iniciou do desejo de seu idealizador, Selito Bordin, de consumir um produto de qualidade.

Selito conta que, desde criança, conviveu com seu avô que produzia cachaça, vinho, cuidava dos animais e era artesão. Quando Selito tinha nove anos, seu avô faleceu por conta de cirrose, confirme laudo médico na época. Mas, isso sempre o incomodou, pois seu avô era cauteloso com seus produtos.

A partir disso, quando chegou na juventude Selito começou a estudar sobre a produção de cachaça e visitar os produtores dos quais ele adquiria cachaça e percebeu que a produção não utilizava as técnicas adequadas, o que o levou a comprar um alambique.

“Estudando cachaça eu descobri, de fato, que uma cachaça mal feita pode dar cirrose. Uma cachaça mal feita contém metanol, que é um álcool tóxico. Esse álcool, quando se ingere a cachaça, o fígado não deixa ele passar para a circulação sanguínea, então ao longo de anos você pode ter uma lesão de fígado, a cirrose, que pode levar a morte. Comprei um alambique primitivo, que tem cerca de 200 anos, já comprei da terceira geração de uma família, e comecei a produzir cachaça”, conta.

A produção iniciou nos anos 2000 e foi aperfeiçoada ao longo dos anos. Em 2009 Selito se formou em agronomia para entender mais sobre o processo de produção da cachaça e hoje é mestre alambiqueiro.

Hoje a Cachaça Refazenda é premiada não só em Santa Catarina, como também em Brasília e Minas Gerais.

“O nome Refazenda é uma forma que encontrei para dizer que estou refazendo aquilo que meu avô fazia. Esse é um pequeno negócio que me dá ocupação saudável, prazerosa, que me dá reconhecimento, mas que não me sustenta financeiramente. Me sustenta emocionalmente e fisicamente. Aqui ocupo minha cabeça e recebo pessoas que gostam do meu produto”.

Além disso, em sua propriedade de cerca de sete hectares Selito produz figo dos quais são feitos vários produtos e, também, da cana são produzidos melado e açúcar marcavo que são comercializados em supermercados do município.


Por: Alessandra Oliveira

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