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Durante passagem por Xanxerê, equipe da Secretaria de Agricultura e Pesca fala sobre impactos da Operação Carne Fraca na região

22 de março de 2017 - 11:17 / Agricultura Comunidade Xanxerê | Comentários
Durante passagem por Xanxerê, equipe da Secretaria de Agricultura e Pesca fala sobre impactos da Operação Carne Fraca na região Foto: Patrícia Silva/Lance Notícias

 

A Operação Carne Fraca da Polícia Federal, que investiga a irregularidade em alguns frigoríficos do Brasil, tem gerado preocupação por parte das autoridades. Em Santa Catarina, que é exportadora de carne, somente um frigorífico está sob investigação, mas os impactos negativos da divulgação da operação têm gerado insegurança para o setor agropecuário.

“Todo o governo está extremamente preocupado e empenhado com isso. São poucos frigoríficos que cometeram irregularidades e devem ser punidos, o que não pode acontecer é disseminar e maximizar muito essa informação. Hoje nós temos mais de quatro mil agroindústrias que estão funcionando e estamos falando de cinco ou oito que estão com irregularidade. Essa propaganda foi muito ruim para o Estado. 39% da economia do estado vem do agronegócio”, comenta Fabio Ferri, gerente de TI da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, que esteve em Xanxerê nesta quarta-feira (22).

Ferri comenta que diversas ações foram anunciadas pelo governo estadual, com o maior intuito de manter a boa relação com o mercado externo. Internamente, ainda não se encontra prejuízos para o produtor, por exemplo.

“Nesse primeiro momento acreditamos que o produtor ainda não está sentindo esse impacto e nós estamos na expectativa do que vai acontecer. A agroindústria está tentando colaborar com o governo. Nós temos algumas restrições, não temos cancelamento de contratos, alguns países aumentaram a fiscalização o que eu não acho algo ruim, pelo contrário. Nós não estamos esperando uma queda para o produtor. Nosso objetivo agora é mostrar para o consumidor que a carne de Santa Catarina é de ótima qualidade e que não é por causa de dois, três, mal-intencionados que todos terão que pagar. O que foi feito é uma vergonha, pois é uma questão de imoralidade, além de crime contra a saúde pública. Um país que tenta se recuperar de uma crise econômica e agora vem um baque em um setor que é um dos que mais empregam, chega a ser revoltante para quem trabalha de sol a sol”, finaliza.

 

 

Por: Patricia Silva

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