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Em uma escola com 720 alunos, 40 precisam de professor auxiliar em Xanxerê

29 de junho de 2016 - 11:13 / Comunidade Educação Xanxerê | Comentários
Em uma escola com 720 alunos, 40 precisam de professor auxiliar em Xanxerê “Eles não estão aqui para atrapalhar, eles estão aqui para mostrar a diferença eliminando os preconceitos que existe. ” (Foto: Alessandra Bagattini/ Lance Notícias)

O sistema de educação brasileira pública ou privada é moldado segundo as necessidades de crianças e jovens no aprendizado em sala de aula. Porém sabe-se que cada ser humano é único e necessita de ajustes para melhorar o ensino. Hoje alunos que possuem alguma dificuldade em aprender ou algum tipo de deficiência tem auxílio de um segundo professor. Este professor tem por objetivo trabalhar de forma individual com o aluno juntamente com a classe adaptando o conteúdo a ser ensinado.

Daiana Thais da Rosa, professora do SAEDE na Escola de Educação Básica Joaquim Nabuco, comenta que o trabalho que realiza é de extrema importância para ela e para o aluno, “na escola é trabalhado diversos tipos de deficiência, temos a intelectual a auditiva e a física, cada sala de aula tem suas especificações. Na sala cada aluno que possui esse tipo de deficiência, tem um professor que trabalha com eles e adapta o conteúdo conforme suas limitações e potencialidades, esse trabalho é fundamental pois mostra a importância de o aluno mesmo com deficiência frequentar uma sala de aula e quebrar as limitações”.

A professora auxiliar relata que os trabalhos desenvolvidos são de acordo com a capacidade que cada aluno possui “tem alunos que conseguem acompanhar a turma nos conteúdos como tem alunos que possui dificuldades por falta de conhecimento na base do conteúdo, principalmente na matemática e português. Para isso desenvolvemos atividades que eles consigam entender e aprender. Nas avaliações são realizadas adaptações, se trabalham perguntas mais objetivas tornando a avaliação mais fácil, esse é o papel do segundo professor”.

Preconceito com os alunos

Além das adaptações desenvolvidas pelos professores, a inclusão social dos alunos é complicada e a rejeição muitas vezes é nítida, “o preconceito com entre os alunos percebesse principalmente entre os adolescentes. No início o foco era mais a socialização do que a educação, para que os alunos “normais” criassem a socialização e a paciência, alguns de fato aprenderam isso, outros não, hoje muitos dão risadas e não entendem a situação do aluno que necessita de ajuda, principalmente entre os adolescentes, já que com as crianças é comum ver brincadeiras e trabalhos que realizam juntos”.

SAEDE

O Serviço de Atendimento Educacional Especializado (SAEDE) tem por objetivo trabalhar com os alunos que possuem deficiência e precisam de ajuda e estão matriculados no ensino regular. Para participar do SAEDE depende do diagnóstico médico que é realizado pela família em um especialista, passando então para ser aprovada na fundação.

Segundo Daiane os trabalhos são realizados no contra turno que é divido em períodos, os alunos frequentam duas vezes por semana onde é realizado um trabalho diferenciado, “para realizar esses trabalhos o professor do SAEDE está sempre em contato com o professor da sala de aula trabalham juntos as dificuldades. Eles não estão aqui para atrapalhar, eles estão aqui para mostrar a diferença eliminado os preconceitos que existe”.

O SAEDE da escola atende alunos com autismo, TDAH e síndrome de down, além de alunos com deficiência intelectual, física e auditiva.

Nem todas as escolas possuem o SAEDE, as que não possuem e os alunos precisam de apoio são encaminhados para a escola que possui mais próxima.

Hoje a escola possui 720 alunos, dos quais 40 contam com o auxílio do segundo professor e 13 frequentam o SAEDE.

(Foto: Alessandra Bagattini/ Lance Notícias)

(Foto: Alessandra Bagattini/ Lance Notícias)

Por: Alessandra Bagattini

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