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Estresse: é possível gerenciar?

30 de junho de 2016 - 15:27 / Comunidade Saúde | Comentários
Estresse: é possível gerenciar? (Foto: Divulgação)

Pense em como você reagiria frente à seguinte situação: Você está saindo a caminho de casa quando, de repente, é surpreendido por alguém que anuncia um assalto. Neste momento, são comuns reflexos como tremores, calafrios e sensação de fraqueza nas pernas. Tais sintomas são alguns dos sinais de reação do organismo quando submetido a um estado de ameaça e/ou conflito. É o chamado estresse agudo.

O conceito foi explicado pelo médico coordenador do setor de Medicina Preventiva da Unimed Chapecó e cooperado, Dr. José Inácio Ferreira Pires, durante o curso de Gerenciamento de estresse, promovido pela Cooperativa Médica, nessa semana, em Chapecó. De acordo com o médico, o chamado estresse contribui para que, frente a situações de ameaça, o corpo e o cérebro reajam para sair daquela situação.

“Podemos dizer que o estresse agudo é importante, pois é um estresse de curto prazo que nos faz reagir em algumas situações de ameaça. Por outro lado, há aquele estresse diário que, se não controlado com o tempo, pode prejudicar a saúde”, afirma o Dr. Inácio ao citar o estresse crônico que, segundo ele, pode causar problemas graves para a saúde, como hipertensão e infarto, além de problemas em sistemas específicos como, o sistema imunológico, aparelho gastrointestinal e até nos músculos.

O médico demonstrou ainda o processo de fisiologia do estresse e as consequências que ele causa no cérebro humano. O processo envolve desde a avaliação do chamado evento (ou possível situação de estresse), que é realizada pelo córtex cerebral até as bases fisiológicas e fisiopatológicas do estresse responsáveis pelo alerta de uma situação de perigo e pela liberação de adrenalina e corticóide na corrente sanguínea.

A palestra da psicóloga do setor de Medicina Preventiva, Aline Regina Hanauer, orientou quanto ao lado mais emocional do estresse. Aline falou de um conceito importante que estabelece uma diferença entre o que a psicologia chama de estresse real x estresse imaginário: a somatização. “As pessoas têm tanto medo de sofrer, que acabam sofrendo o tempo todo. E a somatização é isso. É aquilo que você não diz, mas pensa, e a mente, não aguentando a pressão, acaba manifestando em forma de doença”, explicou.

Aline ainda falou sobre a capacidade cerebral de interpretar como verdade tudo o que as pessoas pensam, pois, a mente é capaz de criar fantasias sem ter indícios de que vão acontecer. Ou seja, o ser humano é capaz de sofrer e se estressar com algo que ainda nem aconteceu, mas, segundo o seu pensamento, pode vir a ocorrer.

O curso ainda contou com orientações quanto aos benefícios da atividade física e da alimentação saudável no gerenciamento do estresse, ministradas pelo educador físico da Unimed Chapecó, Rafael Paz, e pela nutricionista, Leirisane Riboli Damo.

Iniciativa

Simone Heydt é assistente administrativa e participou pela primeira vez do curso. Com uma rotina agitada, tendo de se dividir entre o trabalho e os estudos, procurou o curso em busca de orientações sobre como lidar com o estresse diário. “Às vezes, não conseguimos filtrar as situações do trabalho, por exemplo, e acabamos levando para casa e vice e versa. Acredito que o curso contribui para que possamos desenvolver técnicas de relacionamento que não interfiram em outros ambientes da forma como não devem por conta do estresse.

O curso de gerenciamento do estresse é voltado aos colaboradores da Unimed Chapecó e público externo com o objetivo de informar, esclarecer e promover técnicas que auxiliem na convivência com o estresse. As informações são repassadas por profissionais das áreas de Medicina, Psicologia, Nutrição e Educação Física. São realizadas edições anuais, nos meses de junho e outubro. (Fonte: MB comunicação)

 

 

Por: Direto da Redação

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