Ficar conectado muitas horas por dia por trazer riscos à saúde; entenda

8 de agosto de 2018 09:54 | Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Ficar conectado muitas horas por dia por trazer riscos à saúde; entenda Foto: divulgação

Você vive conectado? Já parou para pensar que isso pode ser uma dependência? A psicóloga Rosilei Lemes Vera, explica que é necessário estipular limites e estar ciente que não faz bem estar conectado 24 horas por dia.

Outro detalhe é em relação àqueles que usam a tecnologia no trabalho, por mais difícil que seja, é necessário estipular horas para se desconectar.

“Eu também utilizo no meu trabalho, mas vejo como é importante estipular limites. A pessoa não pode ficar ligada 24 horas. Por exemplo, eu trabalho de oito a dez horas por dia, então esse é meu tempo limite. A gente tem muitas vantagens com a tecnologia, porém, o uso em excesso pode causar sérios riscos à saúde mental, como a depressão. A pessoa passa a ter sintomas de irritabilidade e estresse, além de isolamento social, ela passa a se conectar somente virtualmente, além de desenvolver comportamento suicida. A dependência da tecnologia é similar a dependência de drogas. Quando a pessoa passa a deixar seus compromissos de lado para se dedicar somente ao mundo virtual, já demonstra que a pessoa precisa de ajuda e é bem possível que ela esteja já com dependência”, explica.

A psicóloga destaca ainda que é necessário ficar atento aos sinais.

“Os sinais irão aparecer, ela precisa ficar atenta, como quando ela evita sair com os amigos, se isola, se o adulto tem essa percepção, se um familiar começa a dar dicas, esse é o alerta. Quando isso acontece é importante procurar ajuda se não consegue sozinho”.

 

Uso de tecnologia por crianças e adolescentes

Cada vez mais as crianças e adolescentes também passam a se conectar. Neste caso, é necessário ainda mais atenção por parte dos pais.

“O uso da tecnologia está geral, porém, eu tenho percebido que ela tem atingido mais as crianças e adolescentes. Os pais precisam ficar muito atentos, pois eles são o grupo de maior risco, já que elas estão em desenvolvimento. Eles passam a procurar e esclarecer as dúvidas dentro da tecnologia. Quando a questão é com a criança e adolescente podem ser tomadas medidas simples como limitar o tempo de uso, e tirar videogames e computadores do quarto e deixar em locais mais públicos como na sala, por exemplo”.

Por fim, a psicóloga destaca que quando a pessoa não consegue deixar esse vício de lado sozinha, é necessário buscar ajuda.

“Em alguns casos é indicado o uso de medicação, e a terapia, com certeza, será indicada. Se faz necessário fazer uma avaliação para ver em que nível de dependência a pessoa se encontra para iniciar o tratamento”, finaliza.

Rosilei ainda realiza um trabalho social dando palestras sobre saúde mental de forma gratuita e, dá dicas por meio de um grupo no whatsApp, se tiver interesse em participar entre em contato pelo número (49) 99814-5167.


Por: Patricia Silva

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