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Instituto Amor à Vida busca recurso para aplicar projeto de prevenção contra a aids em Xanxerê

10 de agosto de 2016 - 16:37 / Comunidade Xanxerê | Comentários
Instituto Amor à Vida busca recurso para aplicar projeto de prevenção contra a aids em Xanxerê O Instituto Amor à Vida de Xanxerê foi fundado em 2000, com o intuito de trabalhar com prevenção e assistência de pacientes portadores do vírus HIV. (Foto: Alessandra Bagattini/ Lance Notícias)

O Instituto Amor à Vida de Xanxerê foi fundado em 2000, com o intuito de trabalhar com prevenção e assistência de pacientes portadores do vírus HIV. Hoje o instituto atende cerca de 50 pessoas, contando com um médico, uma enfermeira, uma técnica de enfermagem e dez voluntários. No entanto, não conta com ajuda financeira do poder público, o que incentivou o instituto a se inscrever em um projeto do Governo do Estado que visa incentivar a disseminação de informações de prevenção a aids. Se o projeto de Xanxerê for escolhido, o grupo será beneficiado com um montante que poderá ser investido na causa.

Nelci Lorena, presidente do instituto explica sobre as atividades que são realizadas “nós atendemos todas as quartas-feiras das 13h30 às 17h. Realizamos cursos de pinturas em caixinhas, tricô e crochê e, também vamos realizar um curso de panificação. Participam em média 50 pessoas. A ONG foi fundada em 2000, nós trabalhamos com prevenção e assistência, com paciente portador de HIV”.

Hoje a ONG se mantém com recursos dos bazares que são realizados, “nosso aluguel é caro, nós nos mantemos com os valores do bazar que realizamos, com os produtos aprendidos da Receita Federal, não recebemos nenhum auxilio mensal de nenhuma prefeitura”.

Projeto Social

O Instituto Amor a Vida se inscreveu um projeto para o Governo do Estado, neste projeto a ONG solicita verbas para realizar prevenção no Presídio Regional de Xanxerê, “escrevemos um projeto para estado, para trabalhar com prevenção de AIDS. Nós estamos no aguardo, pois o resultado sai em setembro. O nosso trabalho irá ser desenvolvido no presídio. Se caso ser comtemplado, o projeto vai dispor de profissionais para trabalhar, com prevenção de hepatites, da Sífilis e HIV”, comenta Soeli Gottardi, enfermeira da ONG.

Porque no presídio?

“Vamos trabalhar no presídio porque ele é carente e encontra-se descoberto. Lá não possui assistência e estão carentes de informações, hoje eles não possuem psicólogo e através deste projeto nós vamos oferecer o psicólogo para eles” explica Soeli.

A equipe que irá trabalhar no projeto, caso seja comtemplado pelo Governo, será formada por vários profissionais, “vamos trabalhar com uma equipe formada por vários profissionais. A ONG não tem como se manter e infelizmente o poder público de Xanxerê está muito omisso neste lado da prevenção, então trabalhamos sem colaboração e nem auxílio nenhum. Por isso escrevemos o projeto para o estado”, diz Soeli.

A enfermeira ainda relata que o foco do projeto vai ser a prevenção, “nosso foco agora vai ser prevenção. O poder público não nos ajuda praticamente em nada, nós não podemos abraçar uma causa que é deles, pois, o serviço social deve ser realizado pela prefeitura. A ONG como um todo tem autonomia para cobrar uma fiscalização”.

Como participar da ONG

“Geralmente a secretaria de saúde nos encaminha, através do SAE e nós ajudamos. Hoje temos pacientes de diversas cidades da Amai. Quando já está instalada a doença o SAE apoia. Hoje nós não temos o kit de teste rápido, mas se esse projeto for contemplado, vamos ter”, comenta a presidente.

Preconceito

“Aqui trabalhamos em família, conservando a ética, trabalhamos com a ética. Passamos às tardes todos juntos, mas ninguém sabe quem é portador de determinada doença. É necessário a informação, nossa maior preocupação é o grande aumento dessas doenças. Muitos casos são descobertos dentro do hospital mesmo, quando os sintomas já aparecem”, salienta Nelci.

Como ajudar

Nelci destaca ainda que o valor do aluguel, de R$400,00 é grande e se torna um desafio todo o mês, já que o instituto não recebe ajuda financeira. Para Nelci o ideal seria uma sede própria, além de itens necessários no dia a dia, “Nós já fomos na prefeitura, já fomos na Câmara de Vereadores, temos o projeto, mas não temos o local, nem como construir a sede. No trabalho já acontece há 16 anos e damos suporte para aqueles necessitam, por exemplo, o soropositivo pode trabalhar e levar uma vida normal, porém, por possuir menos imunidade fica doente com muita facilidade e com isso, muitas vezes acaba perdendo o emprego. Aqui fornecemos além de apoio, também alimento aos necessitam e o leite para as mães soropositivas, que não podem amamentar seus filhos”, finaliza.

Para contribuir basta entrar em contato com o grupo por meio do telefone 3433 6241.

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(Fotos: Alessandra Bagattini/ Lance Notícias)

(Fotos: Alessandra Bagattini/ Lance Notícias)

Por: Alessandra Bagattini

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