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Intercambista de Xanxerê relata experiências longe do país de origem

12 de julho de 2018 19:45 | Comunidade , Lance Notícias , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Intercambista de Xanxerê relata experiências longe do país de origem Augusto Gallon Tonial, de 18 anos. (Fotos: Arquivos Pessoais)

Conhecer novas culturas, aprimorar os conhecimentos e investir na formação acadêmica. Esses foram uns dos principais fatores que motivaram o xanxerense Augusto Gallon Tonial, de 18 anos, em realizar um intercâmbio no Canadá.

O país é um dos mais procurados para fazer intercâmbio. População hospitaleira e qualidade de vida atraem pessoas que querem e buscam aprimorar as experiências de vida. E foi devido a isso também, que o jovem permaneceu por seis meses no país.

“Eu terminei o ensino médio aqui e resolvi ter uma mudança na minha vida e ir para um país de primeiro mundo. Lá obtive experiências diferentes das que eu vivo no Brasil e esse foi o principal motivo de fazer o intercâmbio, de entrar em uma nova cultura e também em novos hábitos. Escolhi o Canadá pelo fato de ser um dos melhores países para se viver hoje em dia e como é um país de primeiro mundo, na situação que estamos agora, você consegue refletir muito de como nós poderíamos estar e como estamos no momento atual”, conta Augusto.

No Canadá, o jovem se hospedou em Whistler, em uma casa de família. A adaptação, a saudade da família e amigos e também a alimentação, foram as principais barreiras vencidas.

“Era como se eu estivesse em uma família normal e eles eram responsáveis por mim. Tive que me adaptar a família e tudo. Na questão de adaptação, você sai da sua zona de conforto então você precisa pegar e ir com tudo, independente de família, saudade, tudo é o aprendizado. Eu estava em uma família ucraniana, então eram muitos costumes diferentes, principalmente a questão de alimentação. Já na questão da fala você vai pegando o jeito com o tempo, pois como são várias culturas, eu tinha amigos chineses, alemães, italianos, então cada um tem um sotaque diferente para falar o inglês, então até pegar o jeito leva um tempo há mais”.

A rotina de Augusto consistia em ir para o colégio e conhecer lugares diferentes do país. O quesito de segurança pública foi um dos que mais marcaram a vivência do jovem durante os seis meses.

“Foi uma experiência maravilhosa e por mim eu não voltava. As diferenças de um país para outro são muito claras, não precisa ir para lá para perceber. Mas, a questão de meios de transporte, não andei mais de carro por seis meses, pois o pessoal só usava transporte público. Outra questão é a segurança, o pessoal andava com celular, esquecia a carteira no ônibus e era só ligar para a agência de transporte e recuperá-la, era um meio que eu vivia que eu sabia que era muito seguro. Lá eu tive a experiência de um aluno canadense e depois do colégio eu ia aproveitar o tempo que tinha lá para conhecer os lugares”.

Após realizar o intercâmbio, o desejo do xanxerense é de fixar moradia no Canadá.

“A questão de saudade, você sempre sente, mas com toda a tecnologia, com as redes sociais, fica muito mais tranquilo. Porque se você conversa com seus pais, eles conseguem ver que você está bem, e você vê que eles estão bem, fica tudo mais tranquilo. Depois que você sai de um país que está em um estado meio crítico e vai para um país de primeiro mundo, você não tem vontade de voltar, mas se Deus quiser, pretendo voltar para lá e ter uma família lá”, conclui.


Por: Alessandra Bagattini

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