Jovem usa o ritmo e o movimento da dança para superar as dificuldades da vida

O jovem faz parte do grupo de dança Expressão Corpo e Arte (ECA)

1 de agosto de 2018 14:19 | Comunidade , Lance Notícias , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Jovem usa o ritmo e o movimento da dança para superar as dificuldades da vida Fotos: Alessandra Bagattini/Lance Notícias

Emanuel Chaves, de 21 anos, usa o ritmo e o movimento da dança para superar as dificuldades da vida. O jovem faz parte do grupo de dança Expressão Corpo e Arte (ECA), de Xanxerê, desde dos 12 anos e foi na dança que encontrou um novo estilo de viver.

De família humilde, ele comenta que todas as fases de sua vida foram difíceis, inclusive precisou superar o seu próprio preconceito.

“Eu comecei em um programa do município, porque eu sempre gostei de praticar esportes e estar envolvido nisso. Vai fazer oito anos que estou na dança, mas teve o período que eu parei. Tudo foi uma luta para mim”.

O jovem vem se destacando na dança e no ano passado garantiu o prêmio de melhor bailarino do festival Dança Concórdia. “Eu fiquei parado por um tempo, porque nasceu meu filho. Eu tinha virado as costas para a dança. Não tive preconceito de outras pessoas, mas, até eu não aprender algumas lições de vida, eu tinha preconceito contra min mesmo”.

O sentimento de gratidão ao professor Diego Gonçalves é expressado por um sorriso. “O Diego e o Rodrigo viram que eu queria dançar e gosto da dança. Eles conhecem a minha história de vida e me deram um voto de confiança. Se não fosse eles, eu estaria na rua. Eles são como um pai para mim. Eu morava com meus pais, até eles se separaram e depois disso, foi o momento que fiquei perdido no mundo, então surgiu o Diego e o Rodrigo na minha vida. São coisas que eu nunca imaginava”.

Segundo o xanxerense, um dos motivos que o fizeram continuar dançando, foi a humildade das pessoas envolvidas na causa. “Depois que surgiu a oportunidade, o Diego e o Rodrigo, descobriram o meu estilo de dança, que é o contemporâneo e comecei a fazer ensaios. Um dos motivos que me incentivou na dança, foi a humildade de todos, todo mundo se ajuda, são pessoas que ajudam a gente a crescer. É outro mundo”.

Emanuel tem como sonho se tornar um bailarino profissional, por isso, vem investido nos ensaios e alongamentos. “Eu nasci e me criei em bairro simples, humilde e tive poucas chances de ter uma profissão. Neste tempo que eu fiquei perto do meu filho, foi que eu aprendi o que é ser um pai, mas vejo que poderia ter continuado com a dança, foi um erro eu ter parado. Eu demorei para ver o que eu queria, porque queria abraçar o mundo. Hoje eu busco uma forma de sobreviver através da dança. Dançando eu esqueço os problemas e o mundo”.

 


Por: Alessandra Bagattini

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