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Médico neurologista alerta sobre as consequências dos distúrbios do sono

14 de agosto de 2016 - 15:27 / Comunidade Saúde | Comentários

 

No Brasil, não existem dados estatísticos, mas há uma estimativa de que provavelmente 60% da população brasileira, na faixa etária entre 20 e 70 anos, sejam portadoras de apneia do sono, ou seja, cerca de 60 milhões de pessoas. Porém, destas, apenas 8% tratam ou sabe que são portadoras da doença. Além disso, o fato de ter o diagnóstico confirmado, nem sempre é o indicativo de que o paciente procura o tratamento adequado.

Experiente em atendimentos decorrentes de perturbações do sono, a Unimed Chapecó mantém o Centro de Diagnóstico de Distúrbio do Sono, em anexo ao Hospital, com propósito de identificar, além da apneia, uma série de distúrbios que ocorrem durante o sono e que podem interferir na qualidade de vida das pessoas. No local, é realizado o exame de polissonografia, que registra por meio de sensores a atividade elétrica do cérebro, coração respiração e oxigenação de sangue enquanto o paciente dorme.

Para o médico neurologista e coordenador do Centro de Diagnóstico de Distúrbio do Sono (CDDS) do Hospital Unimed Chapecó, Auney de Oliveira Couto, o indivíduo que tem apneia, por exemplo, costuma roncar. Porém, nem todos que roncam possuem a doença. “Ao suspeitar distúrbios do sono, deve-se procurar um médico especialista para que seja feita uma avaliação da necessidade de realizar exames, inclusive a polissonografia”, orienta o médico.

De acordo com o profissional, entre os distúrbios do sono, a insônia é a mais comum. Porém, o distúrbio que mais preocupa é a apneia do sono por ser considerada uma enfermidade silenciosa. Segundo ele, a pessoa que apresenta a doença faz pausas respiratórias entre um ronco e outro, havendo obstrução das vias respiratórias. “A pausa pode durar segundos ou minutos e, ao longo do tempo, essa condição pode causar o desenvolvimento de outras doenças como infarto, derrame, arritmia e obesidade”, alerta Dr. Auney.

Outro problema de grande impacto, conforme Dr. Auney, está relacionado aos ataques de sonolência decorrentes da narcolepsia. Nestes casos, pessoas que têm sonolência excessiva diurna dormem conversando, dirigindo, se alimentando e em outras atividades. Ele afirma que o importante quando se fala em ataques de sono é diferenciar o que leva o indivíduo a ter a sonolência excessiva. Nesses casos, às vezes, nem é necessária a recomendação de medicamentos, pois, apenas alguns hábitos podem ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar o sono

SINAIS

Muitas vezes, pode-se notar a ausência de um sono restaurador em sinais como, falta de concentração e atenção. “O fato de o indivíduo acordar cansado, ter dificuldade de atenção e concentração durante o dia, de a memória falhar e daquela dificuldade de começar algo sem conseguir terminar é reflexo do sono não restaurador”, argumenta Dr. Auney.

Outra ocorrência comum no dia a dia está relacionada às dificuldades de memória em função da privação do sono. Dados estatísticos demonstram que o ser humano, nos últimos 30 anos, está dormindo cerca de uma hora e meia a menos. É uma situação causada pelo avanço da tecnologia e pelo estilo de vida atual, ou seja, as pessoas trabalham, estudam, chegam em casa, têm tarefas a realizar e vão dormir de madrugada para acordar por volta das 6 horas.

O médico lembra ainda que estatísticas sobre privação do sono demonstram que pessoas que permanecem 19 horas sem dormir têm a mesma redução de reflexo de alguém que consumiu seis copos de cerveja ou três cálices de vinho. Se esse mesmo indivíduo passar de 19 horas para 24 horas, os reflexos equivalem aos mesmos de pessoas que ingeriram 12 copos de cerveja ou seis cálices de vinho. “Isso mostra o impacto que uma condição de sono pode causar num acidente na estrada ou no trabalho”, comenta o médico.

BOM SONO

– Procure dormir e acordar sempre no mesmo horário;

– Não utilize aparelhos celulares e outras tecnologias pelo menos uma hora e meia antes de dormir

– Alimente-se adequadamente

– Respeite o intervalo de duas horas e meia entre a última refeição e a hora de dormir

– Evite fazer exercícios físicos pelo menos duas horas antes de deitar

(Informações MB Comunicação)

 

Por: Patricia Silva

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