(49) 9 9827.3230

Natural de São Domingos, jovem morre em grave acidente esmagada por caminhão em Blumenau

18 de janeiro de 2017 - 19:01 / Bombeiros Comunidade Polícia Trânsito Xanxerê | Comentários
Natural de São Domingos, jovem morre em grave acidente esmagada por caminhão em Blumenau Foto: Divulgação

 

Uma garota alegre que sabia sempre o que falar nas horas certas para as amigas. Uma mãe dedicada e apaixonada pelo filho de quatro anos. Colegas de trabalho em uma contabilidade em Gaspar que saíram juntas do escritório nesta terça-feira para ir até a faculdade Uniasselvi, em Blumenau, fazer a matrícula no curso de Ciências Contábeis. No caminho, em um trágico acidente, tiveram o carro destruído por um caminhão na BR-470. Caroline Trescher, de 22 anos, e Marilete Inês Ribeiro de Barros, de 35, tornaram-se vítimas da rodovia e da imprudência.

“Ela sonhava em viajar. Iríamos fazer um cruzeiro, sempre falávamos disso”, lembra uma das melhores amigas de Caroline, mais conhecida como Carol, a menina que saiu da pequena cidade de Caibi, no Oeste catarinense, para morar em Gaspar com as irmãs.

Carol morava no bairro Gasparinho com o namorado – estavam juntos há quase seis anos – e trabalhava como auxiliar fiscal. Chegou a cursar Matemática na Furb, mas iria começar um novo curso, mais específico para o emprego. Descrita pelos mais próximos como batalhadora, perdeu a mãe há cerca de cinco anos mas manteve as esperanças e o sorriso no rosto.

Já Marilete, também natural do Oeste, da cidade de São Domingos, morava no bairro Santa Terezinha com o marido, com quem era casada há 10 anos, e o filho de quatro anos. Em uma carta escrita pelas colegas de trabalho, é lembrada pelo brilho que sempre tinha nos olhos. Nas redes sociais, assumia ser mãe coruja e adorava publicar fotos com a família.

Foto: Rede Social

O acidente

As duas estavam no Celta preto de Carol a caminho da Uniasselvi quando, por volta das 17h50min desta terça, pararam no congestionamento que se forma diariamente na BR-470 perto da Dudalina, em Blumenau, na altura do trevo com acesso ao bairro Fortaleza. Imagens da câmera de segurança de um estabelecimento às margens da rodovia mostram o momento em que um caminhão com placas de Morro da Fumaça vem em velocidade e não consegue parar antes do congestionamento, batendo contra a traseira do carro em que Carol e Marilete estavam e o prensando contra outro caminhão à frente.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e precisou tirar as duas das ferragens do carro, que ficou destruído. Carol e Marilete morreram no local do acidente. A BR-470 já soma cinco mortes em 2017 no Vale do Itajaí, três em Blumenau, uma em Navegantes e outra em Pouso Redondo. Chamam a atenção os acidentes fatais no trecho da rodovia em Blumenau, que no ano passado inteiro somou apenas cinco mortes. No total de janeiro até agora, o número já é maior que o registrado no mesmo mês em 2015 e 2016.

Motorista do caminhão pode ser indiciado por homicídio

Um inquérito criminal deve surgir sobre o acidente na BR-470 nos próximos dias, a partir de um boletim feito pela Polícia Rodoviária Federal e que será entregue à Polícia Civil de Blumenau. Durante o atendimento à ocorrência, os agentes da PRF testaram o motorista da carreta com o bafômetro, que acusou resultado negativo, e o questionaram sobre o ocorrido. De acordo com o Núcleo de Comunicação da PRF, o motorista, que chorava muito após o acidente, disse que não sabia o que tinha acontecido e que “quando percebeu já havia batido”. Os policiais não localizaram marcas de frenagem do caminhão, no entanto, segundo as autoridades, isso não prova que ele não freou, pois o caminhão estava sem carga e leve, então poderia frear sem deixar sinais visíveis no asfalto.

Com o relatório, a Polícia Civil deve investigar o caso, ouvir testemunhas e o motorista do caminhão e analisar a perícia do acidente. Um dos encaminhamentos possíveis, se houver o entendimento de crime de trânsito, é que o motorista seja indiciado por duplo homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

 

Com informações do Jornal de Santa Catarina/ClicRBS

Por: Patricia Silva

Deixe seu comentário