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“O preconceito existe de quem não tem conhecimento”, diz mãe de portador da Síndrome de Down

21 de março de 2017 - 10:49 / Acessibilidade Comunidade Variedades Xanxerê | Comentários
“O preconceito existe de quem não tem conhecimento”, diz mãe de portador da Síndrome de Down Fotos: Patrícia Silva

Rostinho arrendado, olhos puxados, são algumas características de quem possui síndrome de down. O dia de hoje, 21 de março, marca o dia Internacional da Síndrome de Down, que tem por objetivo dar visibilidade ao assunto, combater mitos e acabar com o preconceito.

Hoje, a pessoa com down, pode trabalhar, casar, ter filhos, mas o preconceito muitas vezes é um problema. Luciana é mãe do Henrique Gabriel Pereira da Silva, de cinco anos, portador da síndrome. Ela conta que a novidade de ter um filho com down a causou um pouco de medo no começo, mas logo percebeu que isso não seria empecilho para nada.

“No começo foi um susto, nós não tínhamos ninguém na família com down, então foi algo novo. Mas, eu recebi muito apoio da minha família, de amigos, na época eu trabalha no Hospital Regional São Paulo então toda a equipe sempre me orientou e me deu apoio. Não tive problemas com ele. Logo ele passou a frequentar a Apae, Apadavix, a ir na creche, ele tem uma vida normal como qualquer outra criança”, diz.

O “21/03” foi inteligentemente escolhido porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia). Oficialmente estabelecida em 2006 e amplamente divulgada, essa data tem por finalidade dar visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito, que é a falta de informação correta. Em outras palavras, combater o “mito” que teima em transformar uma diferença num rótulo, numa sociedade cada vez mais sem tempo, sensibilidade ou paciência para o “diferente”.

“O preconceito ainda existe, mas principalmente das pessoas que não tem conhecimento. Quem conhece a síndrome de down não tem preconceito e não fala coisas que muitas vezes podem magoar. O segredo é não ouvir o que essas pessoas falam”, finaliza Luciana.

Fotos: Patrícia Silva

Por: Patricia Silva

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