Pais devem ficar atentos a doença mão-pé-boca em crianças menores de cinco anos

26 de abril de 2018 14:58 | Comunidade , Saúde , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Pais devem ficar atentos a doença mão-pé-boca em crianças menores de cinco anos Foto: internet

 

A doença mão-pé-boca tem sido bastante discutida nos últimos dias. Uma creche precisou ser fechada na cidade de Herval d’Oeste, após um surto da doença. No município de Xanxerê não existem casos no momento, mas é importante os pais se manterem em alerta.

De acordo com Francis Mara Pegoraro, coordenadora da vigilância epidemiológica de Xanxerê, a doença é comum em creches como, por exemplo, varicela, e não existe um surto da doença no município.

Conforme especialistas, a doença mão-pé-boca (HFMD, sigla em inglês) é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.

Entre os sinais da doença estão: estado febril nos dias que antecedem o surgimento das lesões; aparecimento na boca, amídalas e faringe de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações dolorosas; erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.

Não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é sintomático com antitérmicos e anti-inflamatórios. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.

 


Por: Patricia Silva

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