Partido Socialismo e Liberdade apresenta candidatos xanxerenses

9 de agosto de 2018 10:02 | Política Compartilhar no Whatsapp
Partido Socialismo e Liberdade apresenta candidatos xanxerenses Amarildo, Terezinha, professor Antonio e Jane (Foto: Alessandra Oliveira/Lance Notícias)

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Santa Catarina já definiu seus candidatos para as eleições de 2018. Dentre eles, há dois xanxerenses que disputam cargos no parlamento federal e estadual.

Como candidato a deputado federal, o PSOL terá o xanxerense Amarildo Narciso concorrendo ao pleito. Já Terezinha Paz, também de Xanxerê, irá concorrer como deputada estadual. Além disso, na região o partido terá dois candidatos de Chapecó, sendo Jane Acorde como candidata a deputada estadual e professor Antonio Valmor de Campos irá concorrer ao Senado.

Conforme Jane, a proposta é interiorizar o partido. Por isso, há candidatos de todas as regiões.

“O PSOL é um partido que se destaca por incentivar a participação dos grupos minoritários, das pessoas que são menos privilegiadas na sociedade. Entre nós temos candidatos indígenas, negos, mulheres. Eu sou professora e estou no processo eletivo desse ano porque acredito que é preciso ocupar os espaços da política, nós, mulheres, precisamos fazer o debate da política, as mulheres ainda são minoria. Nos colocamos no processo eleitoral justamente para fazer a diferença, o debate, não para preencher a tabela dos 30%, queremos ocupar o espaço da política e fazer política”, destaca.

Terezinha Paz, de Xanxerê, concorre a um cargo público pela primeira vez e destaca que pretende mudar a política atual.

“É a primeira vez que vou concorrer a um cargo político. Vi que o PSOL dá oportunidade para as pessoas conhecer a política, então procurei entrar agora para tentar fazer uma mudança das pessoas que já fazem parte da política, porque a maioria de quem está lá dentro hoje já passou pela política e quero tentar fazer o novo, por isso estou entrando na política. Espero conseguir mostrar essa diferença”.

O xanxerense Amarildo Narciso concorre a um cargo público pela segunda vez e defende a bandeira das minorias sociais.

“Já é a segunda vez que concorro a um cargo político. Minhas principais bandeiras são a favor do público LGBT, mulheres e pelas classes que são minoria na sociedade. Quero também mudar o espaço da política, porque são sempre os mesmos, com corrupção, lavagem de dinheiro e queremos mudar isso. O PSOL nos ofereceu um espaço bem bom, que eu me identifiquei bastante e sigo nessa luta com o pessoal”.

O professor Antonio Valmor de Campos, de Chapecó, atualmente ministra aulas na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Segundo ele, o PSOL pretende revolucionar a política com seus candidatos, representantes de diversas classes da sociedade.

“O PSOL é um partido que procura inverter a lógica de discriminação e exclusão. Formamos essa equipe majoritária para fazer o debate na sociedade. Alguns pontos para nós são cruciais. Um deles é o fim dos privilégios, principalmente nos auxílios e grandes aposentadorias. Precisamos de uma nova ordem constitucional, para garantir que tenha um limite de salário de aposentadoria determinado pelo povo, através de um plebiscito popular, para que as pessoas digam de quanto será o maior salário no país. Os salários do judiciário estão aumentando em R$ 12 mil, enquanto se tira R$ 10 do salário mínimo. É preciso acabar com essa discrepância na distribuição de renda. Outro privilégio que precisa acabar é a aposentadoria dos governadores”.

Além disso, professor Antonio destaca pontos na segurança pública que precisam ser analisados e é contra a redução da maioridade penal, defendendo a educação.

“Não podemos reduzir a maioridade penal, mas o jovem precisa estar na escola em tempo integral, para poder disputar um posto de trabalho quando chegar o momento.  É preciso agir na segurança pública em duas direções. Uma delas é na atuação policial e na organização policial. A atuação policial no Brasil é militarizada, mas a polícia é para dar segurança, não morrer ou matar, como acontece. Precisamos integrar as policias para garantir que o policial esteja lá garantindo a segurança da população. No outro ponto, precisamos fazer com que o preso no Brasil trabalhe e estude, para que ele saia de lá melhor do que entrou. Nossas cadeias não recuperam ninguém”.

Além disso, os candidatos colocam que o partido busca realizar debates com temas como a descriminalização das drogas e do aborto e sobre alternativas de penas sobre crimes de menor periculosidade.


Por: Alessandra Oliveira

Deixe seu comentário

Saiba Mais