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Polícia Civil conclui investigação sobre a morte de Maiara Dill

26 de outubro de 2017 - 14:47 / Comunidade Lance Notícias Polícia Xanxerê | Comentários
Polícia Civil conclui investigação sobre a morte de Maiara Dill Delegacia de Xanxerê (Foto: Patrícia Silva/Lance Notícias)

O Delegado que acompanhou as investigações do caso da morte de Maiara Paola Dill, de 22 anos em Xanxerê, esclareceu nesta quinta-feira (26) a causa da morte da jovem no dia 26 de maio deste ano. A principal suspeita era que um possível engasgamento teria sido a causa, porém foi constatado que a causa foi motivada por uso excessivo de drogas, cocaína.

“Esse é um caso muito complexo e que a solução dependia dos laudos periciais e esses exames eram demorados. Os exames vieram vindo e nos deram a possibilidade de concluir as investigações. A conclusão que chegamos é com base no conjunto probatório. O possível engasgamento foi descartado pelos exames médicos, os exames periciais mostraram que não teve o engasgamento. Desde o início nós sabíamos da possibilidade de ter o uso de drogas, por isso batíamos na tecla que era preciso esperar os laudos, principalmente o toxicológico. Esse laudo veio com uma informação importante, havia uma quantidade considerável de cocaína no organismo da vítima. Nós chegamos à conclusão de que principalmente a causa da morte foi o abuso de cocaína. ”, destaca o Delegado Adilson Bressan.

Foto: Rede Social

O namorado da vítima, alterou o local da morte.

“O namorado da vítima foi indiciado, desde o início nós percebemos nele uma motivação no sentido de dificultar a investigação, ele ocultou o consumo da droga, negou o consumo da droga nos dois primeiros interrogatórios, só confirmou no terceiro interrogatório. A perícia foi bem clara que houve alteração do local, ele procurou eliminar indícios e vestígios, houve uma mudança no local no sentido de dificultar a investigação, sendo elas o cabelo molhado da vítima, vestígio de sangue no rosto que que tinham desaparecido, manchas de sangue na roupa que não condizem com o sangue que escorreu do rosto da vítima, sugerindo que essa roupa foi utilizada para limpar outros locais que havia sangue”.

O Delegado ressalta ainda, que o namorado, foi indicado pelo crime de homicídio culposo.

“Ele foi indiciado por homicídio culposo, quando a pessoa não tem intenção de matar, mas no caso nos entendendo que ele adquiriu a droga, compartilhou com ela uma grande quantidade de droga, em dado momento ele se sentiu mal e percebeu que aquele era o limite dele, que ele não podia mais consumir e mesmo assim ele permitiu que ela continuasse consumindo a droga até o final, nós entendemos que ele estava em uma posição de garantidor, criando um risco se omitindo em relação ao resultado”, conclui o Delegado.

Foto: Rafaela Forchesatto/ Lance Notícias

 

 

 

Por: Rafaela Forchesatto

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