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Professores desenvolvem projetos sobre o preconceito em Xanxerê

20 de novembro de 2017 16:01 | Comunidade , Cultura , Lance Notícias , região , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Professores desenvolvem projetos sobre o preconceito em Xanxerê Foto: Arquivo pessoal

Com o objetivo de debater a questão do preconceito em diferentes escolas e associações civis, professores, alunos e servidores do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) de Xanxerê, desenvolvem um projeto de extensão que contará nesta quarta-feira (21), com uma palestra sobre a compreensão do fenômeno preconceito. Uma oficina de teatro também está sendo montada para que possa ser apresentada nas escolas do município.

De acordo com a coordenadora do Projeto de Extensão do Laboratório de Estudos sobre Preconceito e Oficinas Itinerantes, Lígia Wilhelms Eras, destaca que a escola é um lugar de formação, mas que ao mesmo tempo é muito vulnerável.

“Nesta quarta-feira nós temos uma palestra sobre o uso do mapa mental na compreensão do fenômeno preconceito. Vai ser um momento muito importante para a formação dos professores, porque a escola é um local tanto de formação, mas que ao mesmo tempo, também ela é muito vulnerável para a reprodução dos diferentes tipos de preconceitos”, ressalta Lígia.

O preconceito, ainda segundo a coordenadora é um aprendizado social.

“O preconceito é um aprendizado social, ao mesmo tempo que nós aprendemos a ser preconceituosos, nós devemos aprender a descontruir o preconceito para sermos não-preconceituosos”.

Oficinas de teatro

Como trabalho final deste projeto de extensão cerca de 15 pessoas, entre alunos, professores e servidores, que estão sendo dirigidos pela professora Aline Guerios, estão trabalhando na montagem de um teatro que percorrerá as escolas e entidades de Xanxerê.

“O teatro ainda está em composição, juntamente com a professora Aline Guerios que dirige o teatro e é coordenadora das oficinas do teatro. As escolas para a aplicação das oficinas ainda não foram definidas, estamos ainda naquele processo de ensaio, de definição final das apresentações, mas vai acontecer para as escolas, para as turmas de pós-graduação do IFSC e algumas entidades civis do município”, comenta Lígia.

Os personagens, roteiro e enredo já foram definidos o próximo passo está sendo o processo de ensaio e amadurecimento da história.
Lígia destaca, ainda, que esses momentos que as oficinas proporcionarão são de extrema importância.

“É um momento bastante importante para nós disseminarmos o processo de desconstrução desse fenômeno preconceito. Nós estamos no mês da consciência negra também, então eu acredito que devemos assumir esse protagonismo especialmente no campo da educação para que de fato promover essa intervenção e uma mudança no nível das interações sociais, de ter uma sociedade mais tolerante, mais sustentável, que a gente possa garantir o acesso ao pleno direito humano a todas as pessoas”, conclui a coordenadora.


Por: Alessandra Bagattini

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