Professores se reúnem para debater a BNCC, incluindo o ensino médio à distância

Outra proposta apresentada e que os professores são contra, é de realizar 40% do ensino médio à distância.

2 de agosto de 2018 12:00 | Educação , Lance Notícias , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Professores se reúnem para debater a BNCC, incluindo o ensino médio à distância Imagem Ilustrativa. (Foto: Divulgação)

Professores estão reunidos nesta quinta-feira (02) para a discussão da proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A proposta da Base para o Ensino Médio foi entregue ao Conselho Nacional de Educação no dia 3 de abril de 2018. Atualmente, esse documento está em discussão e passa por um processo de consulta pública. Para garantir que todos os professores conheçam a proposta e realizem suas contribuições o Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) propôs que essa reunião fosse realizada. O objetivo é discutir sobre a proposta da BNCC para o Ensino Médio.

Jean Lemos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), filial de Xanxerê, destaca que os professores são contra a diversas mudanças propostas, e alegam que muitas visam levar o aluno apenas para o mercado de trabalho.

“O encontro discute as mudanças na Base Nacional Curricular e sobre a lei do novo ensino médio. Na questão da Base Nacional Comum Curricular, nós somos contra vários pontos, dentre eles, o da questão das competências, que prepara o aluno para o mercado de trabalho e não para as competências para tornar o aluno como um cidadão completo, focando mais em seguir em uma graduação. A reforma do ensino médio é no mesmo sentindo, tornando apenas o português e a matemática como obrigatório e as outras disciplinas como opcionais. Isso difere muito, é muito ruim, até porque as outras disciplinas formam também a pessoa como cidadã e oportuniza uma leitura de mundo”

Outra proposta apresentada e que os professores são contra, é de realizar 40% do ensino médio à distância. “Sem falar nos 40% do ensino médio à distância. Isso se refere muito a qualidade da educação do ensino médio, e reduzirá o número de professores nas escolas. Somos contra isso, é importante que o aluno frequente a sala de aula”, explica Jean.

Os debates estão sendo feitos nas escolas do município. “Debatemos isso na semana de capacitação em Chapecó, e hoje, que é o dia D promovido pelo Ministério da Educação (MEC) para o debate nas escolas. A gente, enquanto sindicato, elaborou os materiais e mandamos para os professores debaterem os pontos de contrariedade. Nós não vamos fazer uma única mobilização, o debate vai ser feito em cada escola”.

Jean explica que a BNCC passou por várias mudanças e o objetivo dos professores é tornar os alunos um cidadão melhor e não um operário. “Somos contra porque a BNCC, foi trabalhada desde 2015 e desde chegou no MEC, quando o governo Temer entrou, eles já mudaram três vezes o que havíamos planejado nas salas de aula. Tiraram o real foco. Queremos formar um cidadão para ele fazer uma graduação e crescer na vida e não para torná-lo operário”, conclui.


Por: Alessandra Bagattini

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