Reserva remunerada: capitão da PM faz panorama sobre possível mudança

19 de abril de 2018 10:32 | Polícia , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Reserva remunerada: capitão da PM faz panorama sobre possível mudança (Fotos: Alessandra Oliveira/Lance Notícias)

Ainda no início do mês de abril a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 5/2018 apresentado na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), que visa para aumentar, de 59 anos para 65 anos, a idade limite dos oficiais da Polícia Militar de Santa Catarina na transferência para a reserva remunerada e reforma.

O projeto foi proposto pelo deputado Jean Kuhlmann (PSD). Segundo ele a iniciativa atende ao desejo dos policiais que querem permanecer mais tempo na corporação e também possibilita manter a experiência profissional nos quadros da segurança pública.

Entretanto, capitão Vilte dos Santos, comandante da 4ª Companhia de Polícia Militar de Xanxerê, diz que essa legislação não atende a classe policial. “Eu falo enquanto policial militar, não enquanto instituição e eu sou contra essa nova legislação. Estaríamos deixando de contratar um policial novo que trabalharia por um bom tempo na instituição e com a possibilidade de ser mais pró ativo e postergar a data da reserva de uma pessoa que já está com a idade mais avançada, não que não vai mais ter condições de trabalhar, mas não terá o mesmo resultado que um policial mais novo, isso é natural do ser humano”, comenta.

Segundo Vilte, essa nova legislação não atende a classe policial e nem a sociedade. De início essa condição não é obrigatória, ficando livre o policial para escolher se deseja ir para a reserva ou trabalhar mais. Vilte destaca que a classe está fazendo reuniões e articulando para mostrar aos parlamentares que essa mudança não trará benefícios.

“Agora não é obrigatório, mas futuramente pode ser. Hoje, se todos demonstrarem a vontade de ficar esse tempo a mais, daqui um tempo isso pode virar regra e isso mudará todo o sistema previdência da polícia e nós estaremos com um efetivo literalmente velho e o governo pode deixar de contratar pessoas mais novas porque tem um efetivo, em tese”, conclui.


Por: Alessandra Oliveira

Deixe seu comentário

Saiba Mais