Seis décadas dedicadas à cultura: conheça a história de Elírio Galelli

2 de agosto de 2018 09:31 | Comunidade , Cultura , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Seis décadas dedicadas à cultura: conheça a história de Elírio Galelli (Foto: Divulgação)

Uma vida dedicada ao teatro e ações culturais. Assim pode ser descrita a carreira de Elírio Luiz Galelli, de 68 anos. Pisando no palco pela primeira vez aos oito anos, ele conta que sua carreira no teatro iniciou ali.

O artista conta que desde pequeno estudou em colégios dirigidos por religiosas e apresentações teatrais aconteciam com frequência em datas comemorativas. E foi isso que o levou a apreciar o teatro.

“Comecei a me entregar a isso e fazer parte de verdade do teatro aos 20 anos, quando fui estudar em Santa Maria, em um grupo de teatro amador, universitário, que fazia alguns espetáculos por ano. Em 1970, eu já tinha 20 anos e fazia espetáculos junto com esse grupo.  A partir disso fui fazendo cursos, me aperfeiçoando e fiz muitas aulas de música também. Fiz 13 anos de aulas de canto coral, cantei no coral da universidade. Depois, criei um grupo em Santa Maria, que existiu por quatro anos. Eram só universitários e fizemos cinco espetáculos”, conta.

Após isso, Elírio começou a ministrar aulas de português e comunicação e expressão, em 1976. Eram cerca de 300 alunos e todos precisavam subir ao palco durante o ano. A partir disso, foi organizada uma semana cultural no vilarejo de Vale Vêneto. Hoje, 32 anos depois, a semana da cultura é um evento anual do local

“Em Vale Vêneto acontece há 32 anos a semana da cultura, que é organizada pela Universidade Federal de Santa Maria e fomos nós que começamos. Fomos protagonistas e pioneiros de uma história muito bonita em um lugarejo no Rio Grande do Sul”.

Quando saiu do colégio, o artista passou em um concurso para a Justiça do Trabalho e se tornou servidor público. Passando por várias cidades, sempre promovendo e participando de grupos de teatro e corais, Elírio chegou em Xanxerê no ano de 1989.

Na cidade, ele encontrou um ex-aluno, Celito Pandolfi, que havia montado um grupo de teatro com alunos do Colégio Costa e Silva. Elírio entrou para o grupo e, paralelo aos espetáculos teatrais, ele montou o coral Maria Rosa, que realizava seus ensaios na Casa da Cultura.

“Vim para Xanxerê em 1989 e encontrei um grupo de teatro chamado Excelsior que era dirigido pelo Celito Pandolfi, que tinha sido meu aluno. Ele fundou esse grupo no Colégio Costa e Silva. Comecei a fazer parte dessa história toda e fizemos mais de 20 espetáculos. Ao mesmo tempo, no coral implantei a polifonia, o canto a quatro vozes e à capela e agora muitos corais cantam assim”, destaca.

Após 60 anos dedicados à cultura, hoje Elírio é aposentado do trabalho e parou com as atividades de teatro e música, mas lembra com carinho de toda a trajetória e dos amigos que fez pelo caminho.


Por: Alessandra Oliveira

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