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Sem lugar próprio, FCDX e Apadavix alugam espaço no interior para prática da equoterapia

13 de abril de 2016 - 16:04 / Comunidade Saúde | Comentários
Sem lugar próprio, FCDX e Apadavix alugam espaço no interior para prática da equoterapia FCDX e Apadavix oferecem equoterapia para alunos (Foto: Clarice Castro)

 

A Fraternidade Cristã da Pessoa com Deficiência Física (FCDX), realiza regularmente a equoterapia (método terapêutico que utiliza cavalos) no parque da Femi. Assim como a Apadavix realizava, mas este ano ainda não iniciou as atividades por falta de monitor. No entanto, devido vários contratempos a equoterapia será realocada em um sítio, na Linha Pesqueiro de Cima nos próximos dias.

A FCDX e a Apadavix irão dividir o valor do aluguel de R$750,00 para manter as atividades no sítio com sessões de equoterapias nas segundas, quartas e quintas-feiras, assim como acontece na Femi. “Tínhamos vários problemas na Femi, primeiro quando chovia, a cancha enchia de água e como no parque da Femi sempre tem eventos, toda vez que algo acontecia nós tínhamos que tirar os cavalos, isso nos dava muito transtorno”, diz Oneide Jaques que faz parte da direção da FCDX.

Jaques explica ainda que o novo espaço ainda está sendo montado, mas a expectativa é que a partir do próximo mês as sessões já aconteçam no sítio. “ Ainda precisamos levar a areia lá para baixo no novo endereço, mas isso deve acontecer nos próximos dias, já conseguimos um caminhão para levar a areia no novo local e assim que estiver tudo pronto iniciamos as atividades”, salienta.

A Apadavix está há anos em busca de um terreno para a construção da sua sede própria com espaço adaptado para a prática da equoterapia, porém sem sucesso. A prefeitura de Xanxerê se comprometeu em ceder um terreno, mas ainda não encontrou um se adeque as necessidades da instituição. No ano passado, a administração ofereceu um terreno no Bairro Vila Sésamo, porém um estudo técnico apontou o terreno como inviável para a construção da nova sede, desde então, seguem as negociações.

 

Sobre a equoterapia

“A relação homem/cavalo modifica a alma do praticante” diz a fisioterapeuta, Sandra Dacheri que acompanha os associados da FCDX nas atividades de equoterapia em Xanxerê.

A equoterapia é indicada para pessoas com paralisia cerebral, síndrome de down, traumas, traumatismos craniano encefálico, acidente vascular cerebral, mielomeningocele, doenças degenerativas, praticantes com deficiência auditiva e visual, autismo, amputados, pessoas com dificuldade no aprendizado, depressivos, para quem sofre com ansiedade entre outras. A idade mínima para fazer equoterapia é de dois anos.

“A gente tenta inibir os padrões anormais e facilitar os normais dentro das condições físicas de cada praticante. E, buscamos melhorar o equilíbrio, postura, coordenação motora, estimular a sensibilidade tátil, visual, auditiva, olfativa, força muscular, melhorar a memória, concentração, aumentar a capacidade de independência, promover a sensação de bem-estar de autoconfiança entre outros benefícios que ela proporciona”, explica.

 

Por: Patricia Silva

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