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Setembro amarelo: mês alerta para a prevenção do suicídio

12 de setembro de 2017 - 13:16 / Comunidade Saúde Xanxerê | Comentários
Setembro amarelo: mês alerta para a prevenção do suicídio

Um olhar atento sobre um tema ainda pouco comentado acende o alerta sobre um problema que cresce anualmente e que, cada vez mais, atinge os jovens e adolescentes.

O movimento chamado Setembro Amarelo, mês de combate ao suicídio, reflete a importância da conscientização a respeito do assunto. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015, mais de 780 mil pessoas morreram por suicídio, o que representa cerca de 1,5% de todas as mortes do mundo. Entre os jovens, de 15 a 29 anos, o suicídio foi a segunda maior causa de morte no mesmo ano.

Na psiquiatria, existem os chamados fatores de risco para o suicídio, que estão relacionados à propensão a tentar ou cometer o ato de tirar a própria vida. Quem explica é a médica psiquiatra e cooperada da Unimed Chapecó, Juliana Perizzolo. “A família deve estar atenta às mudanças de comportamento do paciente e solicitar avaliação com psiquiatra quando existe alteração. Geralmente, a pessoa que tenta ou comete suicídio deixa ‘pistas’ de que algo não está bem ou que pode estar em risco, como por exemplo, deixar cartas de despedida ou falar que nada mais importa”, alerta a médica.

A psiquiatra afirma que a abordagem de uma pessoa com risco de suicídio sempre é complexa e exige escuta atenta e percepção delicada da situação que o paciente possa estar passando. Em geral, segundo ela, há uma percepção distorcida da pessoa que apresenta risco de suicídio, que pensa não ter mais saída para seus problemas, associada a uma rigidez do pensamento.

A assistente social da Unimed Chapecó, Vanice Lidiane de Quevedo, reforça que suicídio constitui um problema psiquiátrico associado a alterações biológicas, psicológicas e sociais. Neste sentido, a intervenção multiprofissional e o acompanhamento psiquiátrico, psicológico e social são fundamentais para a promoção de um plano de ação terapêutico, que possibilite tratamento adequado, apoio e fortalecimento ao paciente e sua família.

Atualmente, segundo a profissional, tem aumentado os casos de tentativas suicidas que chegam até o Hospital Unimed Chapecó e os pacientes com faixa etária entre 17 e 42 anos são os de maior incidência. O atendimento prestado pelo Hospital é oferecido de forma humanizada, com o objetivo de realizar o acolhimento do paciente, sua família e/ou responsáveis de forma integralizada.

*FATORES DE RISCO

– Sociodemográficos: sexo masculino; adultos jovens e idosos; estado civil, solteiro, viúvo ou divorciado; orientação homossexual ou bissexual; grupos étnicos minoritários, ateus ou protestantes.

– Ligados a transtornos mentais: depressão; bipolaridade; dependência química; esquizofrenia ou algum transtorno de personalidade; possuir mais de um transtorno mental simultaneamente; ter histórico familiar de transtorno mental; possuir ideação ou plano suicida e tentativas de suicídio prévias.

– Psicossociais: histórico de abuso físico ou sexual; perda ou separação dos pais na infância; instabilidade familiar; ausência de apoio social; perda afetiva recente; aniversários de datas importantes; desemprego; aposentadoria; violência doméstica; desesperança; ansiedade intensa; vergonha ou humilhação (bullying); baixa autoestima; ser impulsivo ou perfeccionista e rigidez cognitiva. Outros fatores como, acesso a meios letais, doenças físicas incapacitantes e delirium também representam risco.

 

Por: Alessandra Bagattini

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