Superlotação: entenda em que casos você deve procurar atendimento no Hospital de Xanxerê

30 de julho de 2018 09:16 | Comunidade , Lance Notícias , Saúde , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Superlotação: entenda em que casos você deve procurar atendimento no Hospital de Xanxerê (Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

A superlotação no Setor de Emergência do Hospital Regional São Paulo (HRSP) de Xanxerê, fez com que as direções administrativas e técnicas da unidade, emitissem vários apelos à população. O pedido é para que a comunidade procure o hospital somente em casos de urgência e emergência.

Para explicar melhor a situação e esclarecer quando a comunidade deve buscar a unidade, o coordenador do setor de urgência e emergência, Vinicius de Moraes, concedeu uma entrevista na qual explica como ocorre os atendimentos no Hospital de Xanxerê.

“É importante lembrar que o Hospital São Paulo está preparado para atender os casos mais complicados, casos estes, que não conseguem ser resolvidos nas unidades básicas de saúde e nem no Pronto-Atendimento. Assim, se o paciente procurar o hospital por um motivo simples, como resfriado, gripe, dificilmente conseguirá ser atendido. Porque neste momento haverá dezenas de pessoas, com problemas mais sérios e que realmente precisam utilizar a estrutura de um hospital e, portanto, essas pessoas terão prioridade em relação a esses casos menos graves. Então, esses casos mais graves é que são de urgência e emergência”.

Atualmente, quando o paciente dá entrada no hospital, ele passa por uma observação com uma equipe de enfermagem, a qual classifica se o atendimento é mais ou menos grave.

“A nossa emergência trabalha com um sistema de acolhimento com classificação de risco. Então o paciente chega e será avaliado por uma equipe de enfermagem, que vai classificar o atendimento dessa pessoa. Lembrando que esses outros, que não são classificados como urgência e emergência, eles podem e devem ser atendidos em outros locais. Sendo assim, as pessoas em situação não graves, precisam procurar inicialmente, os postos de saúde do município e o atendimento do Pronto-Atendimento”, explica Vinicius.

O que são casos de urgência e emergência?

De acordo com o coordenador do setor, pessoas com sintomas de resfriados, gripes, dores nas costas a até mesmo febre, devem procurar inicialmente o Pronto-Atendimento, já que esses sintomas não se classificam como de urgência e emergência.

“Essa época do ano, se tem o momento de mudança de temperatura, então: tosse, dor de garganta, espiro, nariz escorrendo, gripe, resfriado, todas essas situações respiratórias, na sua grande maioria, não são casos de urgência e emergência. Agora, caso a pessoa for no Pronto-Atendimento, e for constatado que sua tosse precisa de um atendimento mais aprofundado, o hospital possui um contato direto com a unidade, que vai informar e daí sim irá receber atendimento na nossa estrutura. Fora essa época do ano com as questões respiratórias, as situações como dores nas costas, coluna, diarreia e renovar receita, são situações que sabe-se que são menos graves. Sobre a febre, muitas pessoas tem o conceito que se trata de urgência, mas não é, ela é um sinal e pode ocorrer em diversas doenças. Quando está acompanhada a problemas como tosse, ela está associada a um quadro infeccioso viral e que muito facilmente será resolvida no Pronto-Atendimento e nas unidades de saúde”.

Deste modo, cabe a comunidade entender, que o Hospital Regional São Paulo, dará prioridade no atendimento para pessoas vítimas de acidente de trânsito ou trabalho, pessoas com problemas cardíacos; são situações na qual pode levar a pessoa à morte.

“O nosso slogan é ‘a serviço da vida’ e esse é o nosso apelo. São para às condições de urgência e emergência que estamos treinados e capacitados para atender. Nesta situação se encaixa aquele que sofreu um acidente de trânsito, aquele seu familiar que teve um infarto, um AVC; aquele trabalhador que caiu na construção civil, que se feriu gravemente. Situações de urgência e emergência são situações potenciais de risco de morte. Quando fazemos uma campanha como esta, o objetivo não é diminuir o nosso trabalho, muito pelo contrário, o objetivo é tentar conscientizar as pessoas que cada local serve para uma coisa”.

Cabe entender também, que mesmo que a sala de recepção não esteja lotada, estão ocorrendo atendimentos para a população da mesma maneira.

“O habitual é que sempre que se procura o atendimento a recepção esteja lotada, mas, naquelas oportunidades onde não se está, precisa entender que depois da porta, há inúmeros pacientes que estão recebendo atendimento, que estão em observação, pacientes que estão em estado grave e que o médico da emergência precisa dar uma atenção para evitar que o mesmo evolua para o estado de morte”, explica.

Deste modo, a direção da unidade reafirma o compromisso do HRSP com a saúde da comunidade, e pede a colaboração de todos para manter a qualidade no atendimento.


Por: Alessandra Bagattini

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