Três anos de tornado: da reconstrução a preparação para possíveis desastres

20 de abril de 2018 15:18 | Comunidade , Tornado , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Três anos de tornado: da reconstrução a preparação para possíveis desastres Fotos: Defesa Civil/Luciano Peri

Nesta sexta-feira dia 20 de abril completam três anos da passagem do tornado em Xanxerê. Na época cerca de 539 pessoas ficaram desabrigadas, 4.275 desalojas, 97 pessoas ficaram feridas, quatro morreram e 44.506 foram afetadas.

Após o tornado que também atingiu o município de Ponte Serrada, a Defesa Civil trabalhou tanto para a reconstrução dos municípios quanto na preparação para novos desastres. De acordo com o Coordenador Regional da Defesa Civil, Luciano Peri, quando o tornado atingiu o município, alguns projetos já haviam passado por testes o que contribui para a rápida reconstrução do município.

“O marco da evolução da Defesa Civil aconteceu em 2008 quando nós tivemos um desastre que é considerado o maior do Estado de Santa Catarina e vimos que não estávamos preparados para grandes catástrofes. Então se criou o Grupo Reação para que se começasse a planear as demandas do Estado. Em 2011 surgiu a Secretaria do Estado da Defesa Civil que ampliou os trabalhos, então quando aconteceu o evento em Xanxerê, em 2015, nós já tínhamos alguns projetos testados e funcionando como é o exemplo das casas modulares. Um outro processo também é o processo de registro de preço, onde se teve uma emancipação nas entregas dos materiais”, explica.

Na época, para dar início a reconstrução do município foram realizados três passos, sendo: definição de áreas prioritárias; levantamento de campo e a definição do padrão de atendimento. “Para o processo de reconstrução, nós definimos as áreas prioritárias, onde socorremos as vítimas e detectamos como seria a reabilitação das áreas prioritárias. O segundo passo foi ir a campo e conhecer a estrutura necessária para definir o padrão de atendimento. Nesse viés entrou a estrutura, que foram atendidos pelas instituições, que seriam as doações. A equipe da ONU que veio para cá disse que a ação de resposta desenvolvida em Santa Catarina no município de Xanxerê foi uma das ações extremamente eficiente e eficaz”.

Atualmente cerca de 90% do município foi reconstruído. Uma das obras que é considerada o marco para a reconstrução é a do Ginásio Ivo Sguissardi. “Verificando a situação hoje, nós temos 95% das casas reconstruídas, não está 100% porque tem umas que não estão terminadas e tem algumas que não serão reconstruídas por escolha dos proprietários. Temos 97% das empresas reconstruídas e tem mais de 90% dos prédios públicos reconstruídos, o único que está faltando finalizar é o ginásio Ivo Sguissardi. É importante ressaltar que 100% não ser reconstruído, principalmente pelo trauma que ficou em algumas pessoas. O dano de Xanxerê é muito grande e ele é ampliado pela perda de vidas e isso não existe como se mensurar. Mas a resposta para a reconstrução dos danos materiais foi feita de modo muito rápido e integrada e principalmente porque a população de Xanxerê e da região entendeu que era importante reconstruir”.

Hoje, o município possui parte de um mapeamento de risco, o qual permite detectar áreas de alagamentos, deslizamentos e as pessoas que residem em locais de risco e também, Xanxerê conta hoje com o um Centro Integrado de Gestão de Riscos e Desastres (Cigerd) que está situado em um ponto estratégico e funciona como um ponto de tomada de decisões envolvendo todos os órgãos competentes.

 

Luciano Peri. (Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias)


Por: Alessandra Bagattini

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