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Xanxerê ocupa quinto lugar no ranking de municípios infestados pelo Aedes aegypti em SC

4 de abril de 2018 - 10:44 / Comunidade Dengue Saúde Xanxerê | Comentários
Xanxerê ocupa quinto lugar no ranking de municípios infestados pelo Aedes aegypti em SC Dengue. (Foto: ARQUIVO/Patrícia Silva/Lance Notícias)

As ações de combate contra o mosquito Aedes aegypti são realizadas durante todo o ano, independente da estação. Apesar da proliferação do mosquito ser mais intensa nos meses de mais calor no ano, durante as épocas mais frias a fiscalização continua com o intuito de diminuir cada vez mais a incidência do mosquito no município.

Em Xanxerê o Programa de Combate a Dengue hoje conta com 15 agentes que atuam em toda a cidade fiscalizando casas, edificações e também terrenos vazios. Nesse ano, até o momento foram registrados 281 focos do mosquito. No mesmo período do ano passado tinham sido registrados 386 o que representa uma diminuição significativa nos focos do mosquito. Inclusive, nessa mesma época do ano passado Xanxerê ocupava a segunda posição no ranking dos municípios catarinense com mais registros do mosquito. Nesse ano o município caiu para a quinta posição.

Segundo o último boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), no período de 31 de dezembro de 2017 a 17 de março de 2018, foram identificados 5.621 focos do mosquito Aedes aegypti em 122 municípios de Santa Catarina. Nesse mesmo período em 2017, haviam sido identificados 3.350 focos em 111 municípios. O número de focos de 2018 é 67,8% maior quando comparado ao mesmo período do ano de 2017. Em todo o estado são 65 municípios considerados infestados pelo mosquito, inclusive Xanxerê.

Conforme o coordenador das Vigilâncias em Saúde, Mauro Narciso, essa diminuição do número de focos do mosquito se deve a intensificação dos trabalhos de fiscalização e conscientização. “Essa diminuição se deu em função da intensificação dos trabalhos e da conscientização que estamos fazendo junto a população. Melhoramos a posição com relação ao número de focos, esse é o nosso ganho nesse trabalho. Agora vai começar a esfriar, vai diminuir um pouco a incidência do mosquito e também vamos continuar com o trabalho da mesma forma e acreditamos que a tendência agora é baixar. Esse ano temos como meta baixar significativamente o número de focos e ter um controle maior sobre a questão do mosquito e das doenças que ele transmite. Ainda não tivemos nenhum caso de doença, mas o mosquito está ai”, comenta.

Mauro esclarece que alguns pontos da cidade apresentam uma maior concentração do mosquito e são chamados de pontos estratégicos. Estes locais são fiscalizados diariamente pelas agentes do programa para que não haja uma proliferação do mosquito.

“Pedimos para as pessoas que evitem o criadouro do mosquito, esse é o ponto chave de toda a problemática da dengue. Precisamos da educação sanitária da população para evitar os criadouros, que são depósitos de água parada. Monitoramos os pontos estratégicos diariamente e também as armadilhas, mas ainda precisamos da ajuda da população”, destaca.

Conforme Mauro, já foram solicitadas pelo menos mais cinco agentes para atuar no programa, para que o trabalho seja melhorado e intensificado. Ademais, por conta de uma logística de trabalho criada as agentes que atuam no programa conseguem fiscalizar e combater de forma eficiente os criadouros do mosquito.

Por: Alessandra Oliveira

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