Xanxerense se dedica à restauração e modernização de rádios antigos

O amor por aparelhos antigos, especialmente rádios, foi o quesito principal para a criação da Oficina do Rádio Antigo

27 de julho de 2018 09:56 | Comunidade , Lance Notícias , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Xanxerense se dedica à restauração e modernização de rádios antigos No local, além de encontrar mais de 100 modelos de rádios antigos, ocorre também a manutenção dos aparelhos. (Fotos: Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

O intervalo de tempo de lançamento entre um produto e outro, é cada vez mais curto quando o assunto é tecnologia. Mas, ainda existem aqueles que fazem questão de ter em casa aparelhos eletrônicos ou domésticos antigos, ou, até mesmo, gente que ainda usufrui de algo que nunca estragou.

E o amor por aparelhos antigos, especialmente rádios, foi o quesito principal para a criação da Oficina do Rádio Antigo. No local, além de encontrar mais de 100 modelos de rádios antigos, ocorre também a manutenção dos aparelhos.

Pedro Pelison, comenta que a ideia surgiu há anos e a experiência foi adquirida com as realizações dos trabalhos.

“Eu estou neste ramo de eletrônica desde dos 14 anos, faz em média 30 anos. Eu trabalhava com isso, ai em 1992, sai e fui trabalhar na TV. Lá trabalhei até 2007, em 1998, eu também havia montado uma loja de tacógrafos de caminhão e nesse meio tempo, trabalhava na TV e na loja. Quando sai da TV fiquei só com a loja e depois só com a oficina. Mas eu sempre fazia um conserto ou outro para um amigo, conhecido. Faz uns três anos que montei uma oficina aqui em casa e foi indo e hoje continua. Atualmente trabalho só com rádios”.

Para algumas pessoas os aparelhos antigos significam a preservação de histórias e dentre os aparelhos e possível encontrar um que era utilizado nas guerras. Com o formato de uma mala, cor escura, Pedro comenta que não existem mais peças para fazer o conserto da máquina.

“Eu faço conserto dos mais antigos, rádio de carro antigo, essa linha. O tempo de conserto demora muito do rádio, três dias, uma semana, até meses”.

O nome escolhido para a oficina veio após muita conversa com a família. “A gente quis pensar em um nome que fechasse com o trabalho que realizamos, então decidimos por Oficina do Rádio Antigo, que tem tudo a ver com nosso trabalho”.

No ramo, a principal dificuldade enfrentada pelo empresário é encontrar peças para fazer os consertos.

“Eu estou sempre atrás de peças antigas, porque é muito difícil encontrar. Mas seguimos. Faço bastante serviço para donos de veículos de caros antigos. É uma coisa diferente do habitual, mas amo meu trabalho”, conclui.


Por: Alessandra Bagattini

Deixe seu comentário

Saiba Mais