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Xanxerenses passam a pagar mais caro pelo gás de cozinha

6 de setembro de 2017 - 09:06 / Comunidade Economia Xanxerê | Comentários
Xanxerenses passam a pagar mais caro pelo gás de cozinha Foto: Raquel Heidrich / Agencia RBS

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (5), o reajuste de 12,2% para o gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial, o chamado gás de cozinha, vendido em botijões de até 13 quilos.

Em Xanxerê, por exemplo, o consumidor vai pagar de dois a três reais a mais por botijão. Hoje o preço do gás de cozinha varia de R$ 65 a R$ 70, dependendo do lugar e da taxa de entrega.

Sadi Fiorentin, proprietário de um estabelecimento que fornece gás de cozinha, comenta que o novo reajuste será aplicado nos próximos dias. “Nós por enquanto ainda não aplicamos o aumento. Estamos para receber esse aumento, por isso, não sabemos o valor do repasse que teremos, mas vai ser na faixa 12%”, comenta.

Outro proprietário de um estabelecimento de Xanxerê, comenta que já realizou o repasse do aumento. “Já teve esse aumento, que é de em média 12%, a princípio, aumentou R$2,00. Aqui na distribuidora, já começa a valer a partir de hoje. Ontem estávamos vendendo a R$ 74,00 e hoje a média é R$ 76,00 ou R$ 77,00”.

Segundo a Petrobras, o Gemp considerou para efeito de ajustes nos preços do gás para uso residencial o cenário externo de estoques baixos, além dos reflexos de eventos climáticos, como o furacão Harvey, na maior região exportadora mundial do produto, que é a cidade de Houston, no Texas, Estados Unidos, cujos terminais permanecem fora de operação, o que afeta o mercado internacional. Com a menor disponibilidade de gás, os mercados consumidores, inclusive o brasileiro, sofreram aumento de preço.

Sindigás

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) estimou que o reajuste para o gás residencial ficará entre 11,3% e 13,2%, de acordo com o polo de suprimento.

Como o aumento não repassa de forma integral a variação de preços do mercado internacional, a entidade calculou que o preço do produto destinado a embalagens até 13 quilos ficará 16,56% abaixo da paridade de importação. Segundo o Sindigás, isso inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento.

Em relação ao reajuste nos preços do gás industrial, para embalagens acima de 13 quilos, o Sindigás indicou que a variação será entre 2,4% a 2,6%, dependendo do polo de suprimento.

O sindicato externou preocupação com o reajuste para o gás industrial, porque afasta ainda mais o preço interno dos valores praticados no mercado internacional, impactando justamente setores que precisam reduzir custos.

De acordo com o Sindigás, esse aumento levará o valor do produto destinado a embalagens maiores que 13 quilos a ficar 39,94% acima da paridade de importação.

Com informações DC

Por: Alessandra Bagattini

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