A gratidão deve estar presente no ato de estudar

31 de março de 2016 15:30 | UNOESC na Comunidade
A gratidão deve estar presente no ato de estudar Foto: Divulgação

Sonia Marta Alberici [1]

Esta minha “conversa” se destina à comunidade escolar e, de modo muito especial, aos pais dos alunos da escola de educação básica. Quero, inicialmente, falar do compromisso que os cursos de formação de professores da Unoesc assumem junto aos egressos que buscaram uma licenciatura.

Não tenho a pretensão aqui de enumerar os saberes que os profissionais da educação possuem para desenvolver seu trabalho com ética, conhecimento, dedicação, afinco e a certeza de que tudo terá valor aos seus educandos, o que vai muito além do conhecimento. Pois é tarefa da escola, encontrarem também nesse local a felicidade.

Uma felicidade que é desenvolvida pelo encontro de pares, saberes construídos, conquistas, descobertas, trabalhos elaborados e planejados, pelas avaliações organizadas, corrigidas, desenvolvidas, pelos passeios organizados, pelas atividades selecionadas, entre tantos outros aspectos que poderiam ser propostos. Mas todas essas ações não serão motivo de felicidade se nossas crianças não desenvolverem o sentimento de gratidão. É preciso desenvolver o sentimento de gratidão por todos os saberes que são conquistados na escola.

Penso que a família, juntamente com a escola, precisa desenvolver nas novas gerações o espírito de gratidão, de forma acentuada, diante de todas as possibilidades que hoje as crianças e os jovens possuem diante de tantos avanços tecnológicos que estão ao seu alcance. Faz-se necessário reconhecer que estar na escola merece esse sentimento de gratidão. Quando falo em gratidão, não me refiro a uma emoção por saber que uma pessoa fez uma boa ação, um auxílio, em favor de outra; mas gratidão em querer reconhecer a outra pessoa por ter feito algo muito benéfico para ela: o conhecimento sistematizado, organizado, que garante o gosto e o prazer por querer saber mais e melhor.

Acredito, nesse sentido, que os pais precisam mostrar aos filhos que estar na escola aprendendo é um prazer que se deve a muitos; e, assim, é preciso alegrar-se em receber, mas a alegria é um bem que não deve ser guardado somente para si: vale a pena exibir seu prazer em reconhecer os ganhos pessoais e coletivos.

Afinal, é preciso estar em constante crescimento, com a clareza de que dias ruins todos precisam enfrentar, porque a vida não é perfeita. Coisas ruins acontecem o tempo todo, em todos os espaços, e é preciso incorporar a gratidão à sua rotina. As características que definem os sujeitos que possuem capacidade para lidar com as adversidades são semelhantes às que definem quem vai ter uma vida feliz, saudável e produtiva. Ainda, tenha a certeza de que seu filho, ao chegar à escola com sentimento de gratidão, saberá auxiliar o próximo; isto é, saberá ser generoso com os menos afortunados e estará construindo um mundo melhor para si e para o próximo.

Finalizando, quero reforçar que é feliz a família que, em seu seio, encaminha para a escola, todos os dias, uma criança que alimenta a gratidão, que dirige sua atenção para o saber com respeito e, acima de tudo, com capacidade de olhar a vida com olhos gratos e com a certeza de que a vida nada lhe deve, mas sim está fazendo sua parte com compromisso no lugar que lhe cabe estar: a escola.

[1] Professora da Unoesc Xanxerê, nos cursos de Educação Física, Informática – Licenciatura e Pedagogia.


Por: Direto da Redação

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