Dezembro Laranja – como cuidar da nossa pele no verão?

18 de dezembro de 2018 13:57 | Viver Bem
Dezembro Laranja – como cuidar da nossa pele no verão?

Bom dia pessoal, pelo quinto ano consecutivo, a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) realiza a campanha #DezembroLaranja, iniciativa apoiada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), para alertar a população sobre prevenção, diagnóstico e acesso ao tratamento da doença no Brasil. Então hoje falaremos um pouco sobre essa campanha e vou dar algumas dicas de cuidados com a pele no verão e como suspeitar de uma lesão maligna ok?

O câncer de pele é o mais comum no Brasil e, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 165.580 novos casos do grupo não melanoma devem ser registrados entre 2018 e 2019. Esse tipo de tumor é o mais frequente e também com alto potencial de cura, principalmente se for diagnosticado na fase inicial.

Caracterizado pela presença de muitas pintas na pele, o não melanoma tem evolução mais leve, mas pode levar à morte se não for cuidado. O tipo melanoma é raro, afeta 3% dos brasileiros e, se não for detectado e tratado, pode levar à metástase – quando o tumor se espalha para outros órgãos.

Qual o risco do câncer de pele?

O câncer de pele tem múltiplos fatores, sendo um dos principais, a exposição solar. Neste caso, leva-se em conta a exposição acumulada ao longo da vida e a intermitente, com períodos agudos e queimaduras. O histórico familiar também é considerado como fator de risco, embora a doença não seja genética.

Pessoas com a pele e olhos mais claros, além de ruivas, têm risco aumentado de ter câncer de pele se comparadas com as negras. A explicação está na melanina, que atua como um protetor natural.

Como nos proteger?

Além do protetor solar, que deve ser usado até em dias nublados, o uso de roupas com filtro UV, mangas compridas, chapéus de aba larga e óculos com filtro UV também devem ser usados. Orienta-se também a evitar exposição solar entre 10h e 16h, período de maior incidência dos raios. O protetor solar, deve ter, no mínimo, fator 30. Ele deve ser reaplicado com frequência, a cada duas horas ou após entrar na água. Para os bebês, o ideal é usar protetor solar a partir dos seis meses. Antes disso, a proteção se dá pelo uso das roupas específicas e da permanência na sombra. Em pessoas mais velhas, o que muda é a cosmética do protetor. A pessoa idosa tem a pele mais seca, então aceita produtos mais oleosos. Quanto a peles brancas e negras, o cuidado é o mesmo.

Não esqueçam! As temperaturas mais quentes exigem hidratação redobrada, por dentro e por fora. Portanto, deve-se aumentar a ingestão de líquidos no verão e abusar da água, do suco de frutas e da água de coco e todos os dias, aplicar um bom hidratante, que ajuda a manter a quantidade adequada de água na pele.

 

Tenho lesões na pele, como saber se é câncer?

A melhor forma de identificar qualquer alteração na pele é observar todo corpo, incluindo as costas, atrás das orelhas, cabeça e também a planta dos pés, cerca de 1 a 2 vezes por ano, de frente para o espelho. Devem ser procuradas manchas, sinais ou pintas irregulares, que mudam de tamanho, forma ou cor, ou por feridas que não cicatrizam a mais de 1 mês.

Uma boa opção, para facilitar o exame, é pedir a alguém para observar toda sua pele, especialmente o couro cabelo, por exemplo, e ir fotografando os sinais maiores para ir observando sua evolução ao longo do tempo.

Outros sinais que podem indicar câncer de pele embora a maior parte dos casos de câncer de pele apresentem as características anteriores. Esses sinais variam de acordo com o tipo de câncer podendo ser:

1. Sinais do câncer de pele não melanoma

Os sinais do câncer de pele não melanoma podem ser:

  • Pequena ferida ou nódulo na pele, de cor branca, avermelhada ou rosa, que pode causar coceira;
  • Ferida ou nódulo na pele, que cresce rápido e forma uma casquinha, acompanhada de secreção e coceira;
  • Ferida que não sara e que sangra durante várias semanas;
  • Verruga que cresce.

Carcinoma Basocelular – comum no rosto

 

Carcinoma espinocelular

 

O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide são dois tipos de câncer não melanoma, mais frequentes, menos graves e mais fáceis de serem curados. Porém, o carcinoma espinocelular quando diagnosticado numa fase avançada, em certos casos pode espalhar-se para outros órgãos do corpo.

 

2. Câncer de pele melanoma

Os sintomas do melanoma podem ser uma pinta ou sinal escuro na pele, com bordas irregulares, acompanhados de sintomas como coceira e descamação na pele.

Melanoma maligno com diferentes cores

 

Melanoma maligno com casca

 

O melanoma maligno é o câncer de pele mais perigoso de todos, podendo causar alterações num sinal já existente, como aumento do seu tamanho e a alteração da sua coloração ou forma. A principal causa do melanoma é a exposição prolongada ao sol.

 

Quando ir no médico ?

Deve-se ir ao dermatologista sempre que verificar alterações num sinal, pinta ou mancha. Na maioria dos casos, um sinal com alterações não é câncer e nestas situações, o médico pode pedir consultas periódicas para observar se houve alterações na pele, ou pode até mesmo escolher remover o sinal cirurgicamente, para evitar que o câncer se desenvolva.

O tratamento do câncer da pele depende do tipo de câncer e do estado do câncer, e pode incluir a realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Além disso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento do câncer de pele, maiores chances existem de cura.

Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento de câncer na pele existe um exame, chamado de ABCD, que é feito a partir da observação das características de manchas e pintas para verificar se há sinais que correspondam ao câncer. As características observadas são:

  1. Assimetria da lesão:se a metade da lesão observada for diferente da outra, pode ser indicativo de câncer;
  2. Borda irregular:quando o contorno do sinal, pinta ou mancha não é liso;
  3. Cor:se o sinal, pinta ou mancha tem diferentes cores, como preto, marrom e vermelho;
  4. Diâmetro:se o sinal, pinta ou mancha têm um diâmetro maior que 6 mm.

 

Estas características podem ser observadas em casa, e ajudam a identificar possíveis lesões de câncer na pele, mas o diagnóstico deve sempre ser feito por um médico.

 

É isso aí pessoal, espero ter ajudado! Até o próximo tema!

 

Dra. Daiana Dambroso


Por: Alessandra Oliveira

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