Meu colesterol é alto, e agora?

26 de outubro de 2018 08:14 | Viver Bem
Meu colesterol é alto, e agora?

Bom dia pessoal, hoje falaremos sobre o colesterol! Todo mundo sabe que o colesterol alto faz mal a saúde, certo? Mas por que, como e que mal ele leva é importantíssimo sabermos para controlarmos ele ainda mais. Ter o colesterol alto e não fazer nada quanto para controlá-lo pode causar graves consequências para a saúde, inclusive levar à morte.

 

Alguns de seus riscos são:

  • Aterosclerose: causada pela obstrução das artérias devido às placas de colesterol.
  • Acidente cerebrovascular: consequência da falta de irrigação sanguínea até o cérebro.
  • Angina no peito: causada pela irrigação sanguínea insuficiente em cada parte do coração.
  • Doenças coronárias: derivadas da obstrução arterial: podem acabar em um ataque cardíaco.
  • Dificuldades hepáticas e biliares.
  • Diabetes.
  • Sobrepeso.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 18 milhões de pessoas morrem todos os anos vítima das doenças cardiovasculares, causadas pelos altos índices do colesterol LDL, o colesterol ruim.

Para vocês entenderem melhor, vou explicar o que é o colesterol primeiramente: O colesterol é um tipo de gordura encontrada em nosso organismo importante para o seu funcionamento normal, ele é o componente estrutural das membranas celulares em nosso corpo e está presente no coração, cérebro, fígado, intestinos, músculos, nervos e pele. Nosso corpo usa o colesterol para produzir alguns hormônios, tais como vitamina D, testosterona, estrógeno, cortisol e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. Aproximadamente 70% do colesterol é produzido pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% são provenientes da dieta. Contudo, ao consumir grandes quantidades de alimentos ricos em gordura, o fígado acaba produzindo mais colesterol do que o normal. Essa produção adicional significa que elas vão de um nível normal de colesterol para um que não é saudável. Tanto as taxas de colesterol muito altas quanto as muito baixas são perigosas à saúde.

Por se tratar de uma substância gordurosa, o colesterol não se dissolve no sangue. Portanto para ser transportado através da corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos o colesterol precisa de um carregador. Esta função cabe às lipoproteínas que são produzidas no fígado, que se classificam então em três categorias:

  • Lipoproteína de alta densidade (HDL), também chamado colesterol “bom”.
  • Lipoproteína de baixa densidade (LDL), também chamado colesterol “ruim”.
  • Colesterol total: todos os tipos de colesterol combinados.

Colesterol LDL: O colesterol LDL (Low-density lipoprotein) é conhecido como o mau colesterol, é uma lipoproteína de baixa densidade, ele pode se acumular nas artérias e coronárias podendo levar a formação de placas aterosclerose que dificultam o fluxo sanguíneo para órgãos essenciais como coração e cérebro, aumentando risco de infarto e acidente vascular cerebral.

Os valores de referência para LDL são:

  • Indivíduos com risco baixo: abaixo de 130 mg/dl
  • Indivíduos com risco intermediário: abaixo de 100 mg/dl
  • Indivíduos com risco alto: abaixo de 70 mg/dl
  • Indivíduos com risco muito alto: abaixo de 50 mg/dl

 

Colesterol HDL: O colesterol HDL (High-density lipoprotein) é dito como o bom colesterol, lipoproteína de alta densidade que retira o colesterol das artérias e transporta até o fígado para ser excretado. Especialistas acreditam que o HDL age como um limpador, levando o colesterol LDL para longe das artérias e de volta para o fígado. Lá é quebrado e passado pelo corpo. Um nível saudável de colesterol HDL pode proteger contra ataques cardíacos e AVCs.

Os valores de referência do HDL são:

  • Baixo: menor que 40 mg/dl para homens e mulheres
  • Ideal: acima de 40 mg/dl

Colesterol Total: O aumento dos níveis de colesterol é chamado de dislipidemia. Durante muito tempo os médicos avaliaram o grau de dislipidemia através dos valores do colesterol total, que nada mais é do que a soma dos níveis sanguíneos de HDL, LDL, VLDL. Porém existem o colesterol ruim e o colesterol bom, o que torna pouca eficiente a avaliação conjunta deles.

O valor de referência para colesterol total é:

  • Desejável: abaixo de 190 mg/dl.

Causas: A formação de colesterol dependerá da genética, do estilo de vida, prática de atividade física e dieta. Os alimentos ingeridos são de extrema importância, pois 30% do colesterol dependerá da dieta, daí sua importância para o controle dos níveis de LDL e HDL.

Fatores de risco: A maioria das possíveis causas para se desenvolver colesterol alto são atitudes que podemos controlar. Existem apenas alguns fatores de risco para o colesterol elevado que estão fora do nosso alcance.

Sintomas de Colesterol: Colesterol alto não provoca sintomas. Portanto, não causa cansaço, dor de cabeça, falta de ar, dor no peito, palpitação, prostração ou qualquer outro sintoma. O colesterol alto é uma doença silenciosa. A única maneira de saber os níveis de colesterol é através do exame de sangue.

Buscando ajuda médica: O paciente deve procurar ajuda médica quando existe história familiar de colesterol alto, quando tem excesso de peso ou doenças relacionadas ao excesso de peso.

Especialistas que podem diagnosticar o colesterol são:

  • Clínico geral
  • Endocrinologista
  • Cardiologista.

Tratamento de Colesterol: Mudanças de estilo de vida, como exercício e comer uma dieta saudável são a primeira linha de defesa contra o colesterol elevado. Uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em gorduras saturadas está indicada para todas as pessoas, independente do valor do seu colesterol. Porém se você tem dislipidemia, seguir esta dieta é ainda mais importante. Entretanto, nem sempre a sozinha resolve o problema do colesterol alto, isto porque o aumento do colesterol LDL está relacionado a fatores genéticos e alimentares. Todo paciente com colesterol elevado deve se submeter à dieta, praticar exercícios físicos regulares e se estiver acima do peso, emagrecer.

Lembre-se de que todos os alimentos de origem animal possuem colesterol. Portanto, dê preferência a alimentos de origem vegetal: frutas, verduras, legumes e grãos. Quem tem predisposição ao colesterol alto deve seguir as mesmas recomendações descritas no tratamento: manter hábitos de vida saudáveis, evitar o fumo e controlar o colesterol e a pressão arterial.

Sugestões de hábitos:

  • Coma mais frutas e vegetais
  • Coma mais peixe grelhado ou assado e menos carnes fritas
  • Coma uma variedade de alimentos ricos em fibras, como aveia, pães integrais e maçãs. As fibras ajudam a reduzir as taxas de colesterol
  • Limite a ingestão de gorduras saturadas, como gordura de derivados de leite
  • Limite os alimentos ricos em colesterol, como gema de ovo e fígado
  • Utilize derivados de leite pobres em gordura: leite desnatado, iogurte desnatado e sorvetes light
  • Evite frituras.

Medicamentos: Apesar da dieta e da atividade física muitas vezes o colesterol permanece elevado, e muitas vezes devemos usar medicamento para diminuir os níveis de LDL.

Os medicamentos de escolha para redução do LDL e aumento do HDL são as chamadas estatinas, também chamadas de inibidores da enzima HMG-coA reductase (enzima do fígado responsável pela produção de colesterol).

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes.

Por hoje era isso pessoal, qualquer duvida fico a disposição, até semana que vem.

 

 

 


Por: Patricia Silva

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