O reconhecimento do profissional farmacêutico como agente promotor de saúde

23 de maio de 2016 14:39 | UNOESC na Comunidade
O reconhecimento do profissional farmacêutico como agente promotor de saúde

 

Andressa Rodrigues dos Santos

O papel desempenhado pelo farmacêutico passou por vários momentos na história. Desde a botica, na qual o boticário era quem preparava e vendia o medicamento até o surgimento da indústria farmacêutica, onde o medicamento e o estabelecimento farmacêutico voltaram-se principalmente para o lucro e o profissional passou a atuar como empregado da farmácia, perdendo sua credibilidade. Os mais variados interesses passaram a frente do zelo ao bem-estar do paciente.

A necessidade da obtenção desenfreada de lucros criada pelo capitalismo ampliou o espaço para propagandas desmedidas de medicamentos que prometem uma solução rápida e eficaz, enquanto o farmacêutico passou a ser visto apenas como dispensador de remédios no balcão, não tendo competência para fazer a avaliação patológica e prestar ao paciente a assistência necessária.

O surgimento da farmácia clínica proporcionou ao farmacêutico a reconstrução da sua identidade. Dentro do novo contexto da prática farmacêutica, o profissional reassume o papel fundamental na promoção da saúde, sendo o mais bem preparado para orientar sobre indicações do medicamento, uso e reações adversas.

A recente aprovação da resolução que permite ao farmacêutico prescrever medicamentos dispensáveis de prescrição médica também contribui para intervenção mais direta nos cuidados à saúde do paciente, tornando mais viável o acesso a terapias efetivas e seguras, bem como diminuindo a sobrecarga dos médicos.

Apesar de ações como o surgimento da farmácia clínica e a aprovação da prescrição farmacêutica terem contribuído para o desenvolvimento desta profissão medidas poderiam ser tomadas de modo a enaltecer a competência do farmacêutico: estabelecer a unidades de saúde a presença do farmacêutico junto ao médico, proporcionando menores falhas de dispensação e tornando-se reconhecido como principal responsável pelo uso racional e seguro de medicamentos.

A presença do farmacêutico na equipe multidisciplinar em postos de saúde e hospitais tende a colaborar para a melhora e diminuição dos erros de medicação, além de analisar falhas na prescrição médica o farmacêutico deve ter plena autonomia para indicar a famacoterapia mais adequada ao quadro clínico do paciente, trabalhando juntamente ao médico poderá prestar a este o suporte famacológico necessário.

(A autora é acadêmica do curso de Farmácia da Unoesc Xanxerê. Texto elaborado sob a orientação da Profª Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset.)


Por: Patricia Silva

Deixe seu comentário

Saiba Mais