Os paradigmas da mulher contemporânea no universo empreendedor

14 de julho de 2016 15:40 | UNOESC na Comunidade
Os paradigmas da mulher contemporânea no universo empreendedor

 

Gabriela Titton

 Tais dos Santos

 

“Não encontre um defeito, encontre uma solução”.

Henry Ford

 

Será que vai dar certo? Será que é o certo? São tantas indagações, incertezas e inseguranças! Mulher no poder, será esse o futuro das próximas gerações? Ainda existe muito preconceito que rodeia as mulheres que arriscam viver a independência, seja cuidando dos filhos sozinha ou administrando um negócio.

Admitir que a mulher atual seja independente ainda é uma realidade que a sociedade insiste em não aceitar. O tal sexo frágil, tratado durante muitos anos como ser sensível e incapaz, está mostrando que é capaz de qualquer coisa e contradiz o que muitos afirmam ser impossível. De empresária a dona de casa elas buscam reconhecimento, aceitação e, acima de tudo, respeito. O tempo passou, foram séculos de lutas pelos tão desejados direitos. De início, o direito ao voto, e daí em diante as conquistas não cessaram. Mãe, esposa, trabalhadora, médica, advogada, engenheira, professora e, enfim, presidente, administradora de um país inteiro.

Mas, a grande questão e, sobretudo um problema, é que o preconceito existe e está longe de acabar: a mulher é abusada, criticada e desrespeitada, pois muitos acham que ela não possui capacidade de comandar. Para a maioria, quem deve estar sempre no poder são os homens, pois são eles que têm a força e a coragem para enfrentar todos os problemas e resolver qualquer situação. Elas não ocupam nem um sexto das posições de chefia no Brasil.

As mulheres, querendo ou não, estão se sobressaindo para administrar pequenas e grandes empresas. Estão surpreendendo a todos cada vez mais, vão atrás daquilo que alguns nunca tiveram coragem antes e conseguindo conquistar objetivos. Segundo estudo conduzido por professores do Insper – Instituto de Ensino e Pesquisa, de São Paulo, utilizando dados de 153 empresas que participavam do Ibovespa entre 2004 e 2008, calculou-se que, em 2008, as mulheres no Brasil constituíam 10,3% dos conselhos de administração e 5,6% de diretorias de empresas, os índices aumentaram desde então. Em 2004, 80,4% das empresas não tinha nenhuma representante feminina em suas diretorias.

Administrar não é fácil, exige paciência, conhecimento, dedicação e, principalmente, sabedoria. Dirigir uma empresa é algo muito complexo, e levá-la ao sucesso é o grande desafio. Não seria essa a profissão perfeita para as mulheres?  Sabem ser duras quando preciso, cuidam com amor e paciência de mãe as dificuldades, buscam sabedoria para tomar decisões e, ainda, contagiam tudo com sua doçura.

Nos últimos cinquenta anos a participação feminina no mercado de trabalho evoluiu consideravelmente, mas, sua presença ainda continua tímida. Em época de crise financeira, a presença da mulher em altos escalões representa atitudes menos arriscadas nas decisões estratégicas: essa é uma excelente notícia para a maior igualdade de gênero no campo administrativo.

As mulheres têm a competência que muitos duvidavam, mostram com muita garra que são ótimas empreendedoras, possuem coragem, sabedoria, dedicação em seus afazeres, cuidam de tudo, casa, filhos, marido e ainda possuem tempo para elas. Vamos respeitar a mulher: ela é inteligente e é o futuro das próximas gerações.

(As autoras são acadêmicas do curso de Administração da Unoesc Xanxerê. Texto elaborado sob a orientação da Profª Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset.)

 

 


Por: Patricia Silva

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