PMDB de Xanxerê na dúvida

25 de maio de 2016 08:15 | Rogério Côlvero
PMDB de Xanxerê na dúvida

Conversei com dois peemedebistas de respeito sobre as pré-candidaturas a prefeito- não sei a opinião do diretório municipal – mas tanto o vice-prefeito Gelson Saibo como o ex-vereador João Costa – afirmaram que o partido ainda não chegou a uma definição. Sobre coligação, “tudo é possível” disse Gelson, mas também “não se sabe com quem”, salientou.  Os nomes já divulgados pelo próprio presidente do diretório municipal como pré-candidatos a prefeito são conhecidos: Carlos Colato, Adenilso Biasus, Gelson Saibo e Jorge Antoniolli. Com estes nomes os peemedebistas chegarão a uma definição. E, segundo Gelson Saibo, “o anúncio oficial será em agosto”, significando que vão esperar a data limite estabelecida por Lei.

A política apodreceu

Não há dúvida, a política no Brasil apodreceu e, em consequência, os políticos não estão tendo mais o respeito do povo – o povo está nivelando por cima entre os bons e os ruins, para ele são todos iguais. Embora tenha políticos sérios e de respeito, mas são que nem laranja de amostra que, no cesto com as laranjas podres, apodrecem. É preciso eleições gerais, já. É preciso reduzir drasticamente o número de partidos, já. É preciso que os candidatos tenham ficha limpa desde o nascimento.  Hoje não têm condições de governar o país, o PMDB, PT, PP, PSDB, e principalmente os partidos nanicos que sempre estiveram na dependência dos outros. Muda Brasil, já.

Merísio e Amin, outra vez juntos

A reunião foi em Florianópolis ontem (24) entre o deputado estadual Gelson Merísio (PSD) e o deputado federal Esperidião Amin (PP) presidentes estaduais dos respectivos partidos e mais membros de diretórios municipais do PP. Outra vez alinhavando critérios para alianças políticas nas eleições municipais. É visível que já estão dando “um chega prá lá” no PMDB antigo rival de Amin e hoje, visando 2018, rival de Merísio. Surge aí uma pergunta: quem é mais esperto na política, Amin ou Merísio? Há quem diga que se juntaram “a fome com a vontade de comer”, salve-se quem puder.

O roto e o rasgado

O caso do Ministro Romero Jucá (PMDB), exonerado ontem pelo governo Temer, alegrou o comando do PT que afirma ser este fato benéfico para a presidente Dilma (PT). Argumentam o time da estrela que Dilma então “nada fez para frear a Lava Jato, ao contrário do que teria denunciado o ex-senador Delcídio Amaral”.  Por outro lado, o ex-presidente Lula considera muito difícil Dilma retornar ao governo após o julgamento final do Senado previsto para agosto ou setembro. Observa-se que o PT e o PMDB podem ser mesmo o “roto e o rasgado” numa briga de casal que juntos ficaram longos anos e o momento chegou da separação e a própria Dilma chama Michel de “companheiro traidor”.

FALA POVO

– Perguntei ao ex-vereador João Costa (PMDB) se há possibilidade de uma coligação do seu partido com o Menegola (PSD) se este vir a ser candidato. “Negativo, negativo”, afirmou”

– Ao Gelson Saibo (PMDB) perguntei sobre coligações para as eleições municipais. “Olha, tudo é possível, em política tudo é possível” – mas não disse que tipo de coligação.

– Esta “amizade” de Merísio e Amin pode refletir em Xanxerê.  Uma coligação PSD e PP – já imaginaram Menegola na cabeça e Hélio Winckler de vice? Ou Miri e Hélio?

– Falei com ouro peemedebista de carteirinha como estava o partido. Respondeu que eles “não sabem o que fazer diante da pressão para uma candidatura”. Este pediu reserva do seu nome.

– E o PT, está se preparando para as eleições? O pré-candidato do partido é o Professor Alessandro Antoniolli, respeitoso e competente. Apesar das dificuldades, o partido tem seus votos firmes.

– Ouço dizer que o “PSD de Merísio tem que abrir os olhos que podem perder a eleição aqui”. Tudo vai depender de quem for candidato e com quem vai coligar. A pesquisa é coisa de momento, na hora do voto, é diferente.


Por: Alessandra Bagattini

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