Tablets  ou papéis? Ambos!

5 de maio de 2016 09:16 | UNOESC na Comunidade
Tablets  ou papéis? Ambos!

Ione Donatti De Almeida

Buscar informações, bem como produzi-las, faz parte da formação educacional do ser humano. Com o nascimento de novas tecnologias – que vêm desde o surgimento da escrita na Mesopotâmia há 7.000 anos (a.C),  passando pela aparição da maior rede de informações já criada, a internet, e chegando aos dias de hoje, em que cadernos, canetas e livros possuem seus  lugares ocupados por tablets e notebooks –, torna-se tarefa individual e social saber administrar tal vantagem tecnológica, tornando-a utilizável quando necessária, mas não única.

Criada como ferramenta para a Guerra Fria, no século XX, a maior rede de informações mundial, em poucos anos, tornou-se fonte de uma infinidade de conhecimentos compartilhados originados de todo o mundo, além de uma grande fonte educativa, se bem utilizada. A educação tornou-se indispensável, assim como a internet. No entanto, aliar um ao outro, converte-se em uma tarefa árdua.

Vive-se hoje na era da digitalização e da informação, porém, tal referência retém-se tanto em sites de pesquisas fáceis como o “Google”, que fornecem respostas rápidas a quaisquer perguntas que sejam feitas, que o gosto pela busca do conhecimento em meios literários e o desejo por livros didáticos acaba por se esvair em grande escala.

A tecnologia nas salas de aula veio para ficar, isso é fato, contudo, uma remuneração adequada e melhores condições preparatórias aos educadores que irão doutrinar, utilizando-se tais meios, deve preceder essa revolução digital escolar. Os mestres mais qualificados são os que estão abertos ao novo, os que sabem e conseguem oferecer desafios aos alunos. Oferecer métodos educacionais mais modernizados sem profissionais qualificados para a tarefa, pouco surte efeito.

A utilização de métodos modernos na educação é um fator positivo. Todavia, com tais avanços em escala tão grande e neste modelo econômico, em que casais enfrentam quase todos os dias a dupla jornada de trabalho que envolve casa e emprego, muitas vezes por ser um atalho mais rápido, as crianças recebem incentivos para utilizarem meios eletrônicos como método de distração, ao contrário de receber incentivo à leitura de um livro.

Jovens nascidos e crescidos no Brasil vivem suas vidas modernas e tecnológicas hodiernas sem ao menos ouvir falar de grandes nomes da literatura brasileira como Machado De Assis ou, até mesmo, Paulo Coelho. Tendo em vista a importância de tais autores para a criação da identidade cultural e lírica brasileira, é fundamental o incentivo dos professores de Língua Portuguesa para que os estudantes leiam suas obras.

Paralelamente ao tempo que passou, pode-se observar que tornou-se necessária a utilização de métodos modernos e tecnológicos no meio educacional. No entanto, cabe aos sujeitos utilizarem a tecnologia de maneira parcial, não única: cabe aos órgãos governamentais competentes preparar os profissionais da educação para tal modernização. Ela deve estar à mão quando a necessidade de informação surgir, entretanto, não pode e não deve se tornar o único método de ensino, pois o contato com o meio literário fora das telas, é imprescindível.

(A autora é acadêmica do curso de Letras da Unoesc Xanxerê. Texto elaborado sob a orientação da Profª Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset.)

 

 


Por: Direto da Redação

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