Verão e as “viroses”, como nos prevenir?

28 de dezembro de 2018 09:52 | Viver Bem
Verão e as “viroses”, como nos prevenir? Foto: Divulgação

Bom dia pessoal! Animados com a chegada do verão?

Hoje achei interessante falarmos sobre a gastroenterite, a campeã de procura aos Prontos-Atendimentos nessa época do ano.

Antes de mais nada, vale dizer que “virose” se refere a toda infecção por vírus – ao pé da letra, porém, os médicos utilizam o termo para falar das gastroenterites virais ou bacterianas. A gastroenterite é uma doença caracterizada pela inflamação dos órgãos do sistema digestivo, como estômago (causando náuseas e vômitos) e intestinos (causando diarreia). Ela pode ser causada por vírus, bactérias e parasitas, que podem ser transmitidos pelo ar, pela mão contaminada em contato com a boca e por intoxicação alimentar.

A gastroenterite viral, causada por uma variedade de vírus como o Rotavírus, é altamente contagiosa. Qualquer um pode contrai-la, sendo que a maioria das pessoas se recupera sem complicações. Pode ser grave para quem não ingere líquidos suficientes a fim de repor os que se perderam, em especial entre as crianças de colo e os idosos. Também pode ser grave para as pessoas cujo sistema imunológico estiver debilitado.

Dentre as bacterianas, é importante citar as gastroenterites causadas por Shigella, Salmonella e E. coli, que podem levar a sangramento com as fezes, febre e geralmente maior risco para o paciente. O parasita mais associado à gastroenterite é a Giardia, que também pode levar a sangramento nas fezes e febre.

Então, como nos prevenir?

Bom, sabemos que esses microorganismos se proliferam mais no verão, visto que devido as altas temperaturas os alimentos tendem a ser mais perecíveis e a grande aglomeração de pessoas facilita a sua disseminação. Então basicamente temos que evitar locais que facilitem a exposição, como em estabelecimentos que não tenham higiene adequada.

A Federação Brasileira de Gastroenterologia deixou algumas dicas em seu site e vou coloca-las aqui para vocês:

1 – Não ingerir, sob-hipótese alguma, água que não seja filtrada (em filtro adequado e novo) ou fervida;

2 – Dar preferência a água mineral vinda de empresa segura, estar sempre atento com o lacre da garrafa;

3 – Evitar comprar sucos ou mesmo “drinks” na praia, já que o gelo pode estar contaminado;
4 – Evitar consumo de frutos do mar (a não ser que as fontes sejam conhecidas e os alimentos estejam frescos);

5- Evitar alimentos de fonte duvidosa como pastéis, coxinhas, empadinhas, entre outros. Prefira sempre a ingestão de frutas, sucos feitos em casa ou industrializados e refrigerantes (sempre tomando cuidado com as pedras de gelo);
6 – Se possível, dar preferência para férias em locais com menor densidade populacional, pois as infecções virais são mais comuns onde existe maior aglomeração populacional.

Sem esquecer que lavar as mãos cuidadosamente é uma das principais formas de evitar a transmissão da gastroenterite. Frutas e vegetais também precisam ser bem lavados antes do consumo.

Mesmo com todos os cuidados, “peguei virose” e agora?

O tratamento da gastroenterite viral visa apenas controlar os sintomas e prevenir a desidratação, já que não existe um tratamento específico para a infecção. Em geral, os sintomas desaparecem espontaneamente em até 3 dias. Deve ser procurado um pronto atendimento naqueles casos que duram mais de sete dias, ou na presença de febre, sangramento, pus ou muco (catarro) nas fezes e naqueles pacientes com mal estar importante.             São utilizados medicamentos para controlar a dor (analgésicos), a febre (antitérmicos) e os vômitos (antieméticos). Para combater a desidratação, são indicados soros específicos de reidratação oral. Portanto, não estranhe se você sair do consultório com apenas recomendações básicas – não tem por que tomar antibióticos, por exemplo, uma vez que eles atuam contra bactérias e não têm poder sobre vírus. Essas medidas simples já ajudam bastante a superar o “piriri” em questão de dias.

Sobre a dieta, a sugestão é restringir o consumo de gordura e açúcar. Nos primeiros dias, arroz branco, batata cozida, canja e peito de frango grelhado formam um mix ideal. Se a situação não der sinais de melhora em três ou quatro dias, é bom voltar ao centro médico para ver se não há algo mais sério. A passagem pelo pronto-socorro ainda se torna necessária diante de sintomas graves, como sangue e pus nas fezes, garganta inflamada, olhos fundos, pele seca, prostração, pressão baixa e pouca vontade de urinar.

Espero ter esclarecido algumas coisas a vocês, Felizes Natal a todos e boas festas!!


Por: Alessandra Oliveira

Deixe seu comentário

Saiba Mais