Você está em dia com as suas vacinas?

1 de outubro de 2018 11:05 | Viver Bem
Você está em dia com as suas vacinas? Foto: Divulgação

Bom dia pessoal, certamente você já ouviu alguém dizer: “Eu nunca tomei vacina e estou ótimo”, ou “As vacinas causam autismo” e até mesmo que elas podem ser fatais.

Essa semana circulou um vídeo nas redes sociais o qual me chamou atenção. No vídeo, mostra um grupo de pessoas conversando sobre o que achavam a respeito da vacinação e todos eles responderam ser contra devido a relatos que leram ou ouviram falar na internet, como as crianças por serem “mais frágeis” acabarem falecendo por conta das vacinas e outros que nem tinham argumentos, apenas decidiram ser contra. No vídeo, a entrevistadora possui sequelas de uma paralisia infantil, e encontra-se em uma cadeira de rodas, mostrando o quanto a vida dela teria sido diferente se não tivesse deixado de vacinar na infância. Sim, a poliomielite é uma doença viral, infecciosa, que é transmitida de pessoa a pessoa e que pode levar a paralisia e ela é totalmente prevenível com a vacina realizada na infância, até os 5 anos.

São várias as doenças que a vacinação pode prevenir e atualmente são oferecidas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) 19 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias.

Apesar da maioria das pessoas acreditarem que a vacina é somente para crianças, é importante manter a carteira de vacinação em dia em todas as idades, para evitar o retorno de doenças já erradicadas. Os adultos devem ficar atentos à atualização da caderneta em relação a quatro tipos diferentes de vacinas contra a hepatite B, febre amarela, difteria, tétano, sarampo, rubéola e caxumba. Para as gestantes, existem três vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação: hepatite B, dupla adulto e dTpa, que protege, além da hepatite, contra difteria, tétano e coqueluche.

Elas são feitas com microrganismos enfraquecidos ou mortos da própria doença que previne assim eles preparam o corpo para combater a doença quando necessário, e por estarem enfraquecidos fazem com que o corpo não as desenvolva. No Brasil, todas as vacinas são avaliadas e licenciadas pela Anvisa, passando por diversas fases de testes antes da liberação, para garantir a segurança da população, ou seja, é um processo infeccioso controlado, que é promovido para garantir a proteção do indivíduo.

Quando expomos o paciente à vacina, a gente mimetiza o processo da doença de forma branda, para que o paciente produza anticorpos para se proteger, por isso, o resultado que a vacina promove é muito melhor que o risco do adoecimento e a maioria das reações são geralmente pequenas e temporárias, como um braço dolorido ou uma febre ligeira.

Eventos graves de saúde são extremamente raros e cuidadosamente monitorados e investigados. É muito mais provável que uma pessoa adoeça gravemente por uma enfermidade evitável pela vacina do que pela própria vacina.

Então, as vacinas são importantes para a saúde, podem salvar vidas e ajudam a eliminar doenças que já causaram muitas vítimas no passado, mas infelizmente ainda há muitos mitos sobre a vacinação que precisam ser derrubados. Como eu falei ali logo a cima sobre a preocupação de algumas pessoas de que as vacinas podem causar autismo, essa relação não existe. A história surgiu a partir de um artigo científico publicado em 1998 na revista inglesa The Lancet, posteriormente, foi comprovado que o autismo não tem relação alguma com a vacina e que autor fraudou dados para provar sua hipótese. A farsa foi descoberta, o pesquisador foi banido da comunidade científica, mas a mentira continuou sendo propagada.

Procurem se informar corretamente antes de deixar de vacinar ou vacinar seus filhos, Lembrem-se que muito do que falam na internet não é verdadeiro e você pode estar deixando de se proteger.

O Ministério da Saúde tem um calendário com as datas de vacinação para bebês, crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos. Consulte um médico para mais informações ou acesse o site: http://portalms.saude.gov.br/

 

Obrigada e até semana que vem!

 

Daiana Dambroso (CRM/SC 20.681)

 


Por: Alessandra Oliveira

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