13% dos produtos analisados no oeste apresentam índice de agrotóxico acima do permitido

25 de julho de 2016 09:26
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13% dos produtos analisados no oeste apresentam índice de agrotóxico acima do permitido Produto que mais apresenta agrotóxico é a alface (Foto: Divulgação)

A cidasc iniciou ainda no ano passado um trabalho de acompanhamento dos produtos sejam eles convencionais ou orgânicos, em relação aos niveis de agrotóxicos presentes nos alimentos. Dados de 2015 apontam um indice de 13% de inconformidade e o alimento que mais registrou agrotóxico acima do permitido foi a alface.

Confira abaixo o índice de resíduos de agrotóxicos presente em amostras de produtos convencionais coletados no oeste. Produtos analisados: alface, Arroz,  Banana, Batata, cebola, cenoura,feijão, laranja, mação, mamão, pimentão, repolho  e tomate.

tabela

“O índice é baixo, mas é preocupante. É um produto tóxico a saúde da pessoa e muitas vezes a pessoa acaba consumindo diariamente”, comenta o gerente da Cidasc de Xanxerê Valmir Frandoloso.

 

Porque os produtos apresentam taxas de agrotóxicos acima do permitido?

Os motivos variam, de acordo com Valmir, mas muitas vezes é por falta de conhecimento do produtor que acaba utilizando um produto indicado para uma cultura em outra, “muitas vezes o produtor pega um produto indicado para grão e aplica em horticultura ou fruticultura ou vice-versa e isso não é indicado, ou ainda pior, acaba utilizando doses acima do indicado pensando em acabar com as pragas, mas acaba mantendo um nível alto de agrotóxico no produto”, explica.

 

Alface com maior índice de agrotóxico

Valmir explica por que a alface possui um índice elevado de agrotóxico apresentado na pesquisa, “o agrotóxico é aplicado diretamente na folha, esta que é retirada para análise e também é consumida, por isso que muitas vezes o nível de produto tóxico acaba sendo alto. Isso reforça a importância de utilizar o produto correto e a dosagem correta também”, diz.

 No ano passado foram mais de 400 amostras colhidas que resultaram nos índices apresentados. Neste ano, a Cidasc já realiza as analises também, “no geral é bem preocupante”, finaliza.

 


Por: Patricia Silva

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