55 casos de sífilis foram registrados na regional de Xanxerê desde do início do ano

12 de abril de 2018 14:53 | Comunidade , região , Saúde , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
55 casos de sífilis foram registrados na regional de Xanxerê desde do início do ano O exame para a detecção e tratamento são oferecidos gratuitamente nas Unidades de Saúde. (Foto: Divulgação)

Desde janeiro até abril deste ano a Regional de Xanxerê registrou 55 casos de sífilis. Destes, 13 são congênitas, que são transmitidas de gestantes para bebês, 24 são em pessoas adultas e 18 em gestantes. O número é considerado alto levando em conta a população da região.

A sífilis é uma doença infecciosa sexualmente transmissível causada por uma bactéria. Caso a doença não seja tratada, ela pode atingir o cérebro e o coração, levando o paciente a morte. A Coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Xanxerê, Francis Mara Pegoraro, destaca a importância de o paciente realizar o tratamento corretamente.

“Esses números são considerados muito altos. Por isso, é importante que o adulto, a gestante quando forem diagnosticados com sífilis, que a mulher e o parceiro passem pelo tratamento para que a doença não evolua. É importante ressaltar que o exame é feito gratuitamente no Laboratório Municipal e não precisa de pedido médico”, explica.

Dentre os sintomas da doença estão as feridas que muitas vezes não causam nenhum incômodo, o que leva as pessoas adiarem a busca por um tratamento. Existem três estágios da doença. No primeiro a sífilis pode aparecer como uma ferida na parte do corpo exposta à bactéria. A ferida não causa dor. No segundo estágio, a pessoa apresenta manchas nas mãos e nós pés, além de dores pelo corpo. Já no terceiro estágio, considerado o mais grave, as lesões na pele são maiores e o paciente apresenta problemas nos órgãos internos.

Todo o tratamento da doença é feito com antibiótico e a única maneira de preveni-la é usar preservativo nas relações sexuais. Ressaltando que o exame para a detecção e tratamento são oferecidos gratuitamente nas Unidades de Saúde.


Por: Alessandra Bagattini

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