Abordagem social aos moradores de rua começa a ser realizada em Xanxerê

Em Xanxerê, um trabalho de conscientização, que visa principalmente reintegrar as pessoas em suas famílias, está sendo desenvolvido

25 de julho de 2018 08:40
Comunidade , Lance Notícias , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Abordagem social aos moradores de rua começa a ser realizada em Xanxerê (Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

Existem inúmeros motivos que levam as pessoas a morar nas ruas, como conflitos no meio familiar, desemprego, decepções amorosas e, principalmente, os vícios com álcool e drogas. Algumas procuram os abrigos disponibilizados pelo poder público. Outras, principalmente aquelas dependentes de bebidas, optam por permanecer na rua.

Em Xanxerê, um trabalho de conscientização, que visa principalmente reintegrar as pessoas em suas famílias, está sendo desenvolvido. A ação é realizada pela Assistência Social, por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Xanxerê.

Jussara Edi Pulga Mendo, assistente social da unidade, explica que inicialmente se trabalha com a abordagem dessas pessoas, em seguida é identificado se a mesma possui ou não vínculos familiares.

“O serviço de abordagem de rua, está sendo implantado agora pelo município. A primeira questão é fazer a abordagem, porque eles têm direito a estar na rua. É uma escolha deles. Nisso nós identificamos quem são eles, o território que ficam na maior parte do tempo, se tem vínculos familiares ou até mesmo casa. Nós ofertamos o serviço que o Creas disponibiliza, que é a questão de encaminhar documentação e algumas questões de saúde e eles tem direito a aderir ou não o serviço”.

Um levantamento de quantas pessoas vivem em situação de rua em Xanxerê, já foi realizado e entregue ao Ministério Público. A ação foi uma solicitação do órgão.

Já com os indígenas, a abordagem só é realizada se a ocasião envolve crianças. “Para os indígenas a Fundação Nacional do Índio (Funai) é o órgão de defesa deles. Nós fomos chamados as vezes para atender esses casos, mas quando envolve crianças se chama o Conselho Tutelar, e, se não tem crianças, o que podemos fazer é chamar o responsável pelas aldeias”, conclui Jussara.

 

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Por: Alessandra Bagattini

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