Acusado pela morte de Indiamara vai a júri popular nesta quarta-feira (27), em Xanxerê

27 de fevereiro de 2019 10:58 | Visualizações: 2007
Comunidade , Polícia , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp

 

Acontece nesta quarta-feira (27), o júri popular do caso da Indiamara de Moura. O ato acontece no anfiteatro da Unoesc, em Xanxerê, e teve início às 9h. Nain Dewites, de 32 anos, ex-companheiro de Idiamara, é acusado por feminicídio.

De acordo com a promotora de Justiça, Ana Cristina Boni, a pena do acusado pode variar de zero a 30 anos de prisão.

– Hoje nós estamos nos preparando para esse júri do acusado. Foi uma morte trágica, cruel, mas como o processo até percorreu com tranquilidade, serenidade, tenho certeza que a sessão de julgamento transcorrerá desta forma e ao final teremos a melhor palavra que fica para o Conselho de Sentença. Acredito firmemente que será feita a justiça. A pena do acusado é variável, já que depende do reconhecimento das circunstâncias qualificadoras que o Ministério Público vai requerer aos jurados, então ela pode variar desde de zero até 30 anos – cita.

Odilo Hilário Lermene, advogado de Nain Dewites destacou quais serão as razões e os argumentos utilizados em favor do acusado.

– Nós viemos aqui em Xanxerê para apresentar em plenário a defesa, as razões, os argumentos em favor de Nain Dewites. Nós vamos sustentar em plenário, basicamente, a inexistência da prática do crime de feminicídio. No nosso modo de entender, tendo vista que o casal estava separado, não há o porquê da sustentação qualificadora do crime. No segundo momento, nós vamos argumentar para tentar desqualificar as qualificadoras do motivo torpe e o recurso que dificultou a defesa da vítima que é apresentada dentro da acusação para essa sessão do júri. Na última instância, nós vamos alegar a existência da minorante do ART 121, que fala em homicídio privilegiado, praticou o crime pelo relevante valor moral, é a nossa tese. Essa é a nossa sustentação aqui. O que ficou de difícil, dentro desse problema é a criança que está sem mãe, sem pai, criado por um lado só da família, vou alegar em cima disso, a guarda unilateral – disse.

A família de Indiamara preferiu não se manifestar e aguardar o final do júri.

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Por: Alessandra Bagattini

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