Adestrador de Xanxerê pode se tornar avaliador nacional para a certificação de cães de polícia

11 de outubro de 2018 11:29 | Animais , Polícia , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Adestrador de Xanxerê pode se tornar avaliador nacional para a certificação de cães de polícia (Foto: Alessandra Oliveira/Lance Notícias)

O policial cabo Edemar Luiz da Silva é o responsável pelo canil da 4ª Companhia de Polícia Militar de Xanxerê. Desde que foi realocado para cuidar do canil, Edemar busca cursos, capacitações e provas de certificação para melhorar cada vez mais o trabalho com os cães. A partir disso, ele se tornou também adestrador e trabalha com esses animais há cerca de seis anos.

Sua dedicação no trabalho fez com que a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) reconhecesse seu trabalho cada vez mais e, em setembro deste ano, Xanxerê sediou o II Seminário Cão Funcional. E, durante o evento, Edemar recebeu o cargo de coordenador e representante do cão funcional no estado de Santa Catarina.

“Dentro da CBKC, cada estado tem o seu Kenel que cuida da questão genética de raças, que vai montar e selecionar as exposições, por exemplo. E, quanto aos cães de trabalho, as provas de certificação do cão de trabalho, quem cuida dessa parte é o Conselho Brasileiro do Cão Funcional (CBCF). Eu, agora como coordenador do cão funcional no estado, quem quiser que o cão receba a certificação homologada pela CBKC, precisa me procurar e eu faço essa ligação com o Janot Coelho, que é o coordenador nacional, para organizar a certificação”, explica.

Além disso, antes mesmo de receber o cargo de coordenador do cão funcional no estado, Edemar já participava de whorkshops, palestras, seminários e apresentações, juntamente com seu cão Thor. Hoje, além de representar o canil de Xanxerê da PMSC, ele também atua como representante da CBKC e da CBCF nos eventos em que participa.

Outra forma de reconhecimento do trabalho de Edemar dentro do canil da PM de Xanxerê é que a CBCK estuda criar uma área específica para cão de polícia dentro da Confederação. Com isso, poderão ser elaborados treinamentos e provas específicas para cães de polícia. Caso o projeto dê certo, Edemar deverá ficar responsável por ser o avaliador nacional dentro da área.

“O Janot Coelho, coordenador nacional, está tentando montar dentro da CBKC uma área específica para cão de polícia. Já estamos trabalhando há dois anos junto com o cão funcional para podermos certificar os cães de polícia, para qualificar melhor, ter mais respaldo no cão de trabalho, e meu nome foi colocado à disposição para que, se conseguirmos isso junto a CBKC, eu poderei representar os cães de polícia a nível nacional para elaborarmos um plano de capacitação específico para as forças de segurança. Todo cão que trabalha com segurança terá a oportunidade de receber certificação específica na área”, destaca.

Para o policial, ser o representante do cão funcional no estado e ter o convite para trabalhar também a nível nacional é gratificante. Agora, trabalhando com cães, Edemar destaca que percebe a importância de ter os animais no trabalho policial e também na sociedade, auxiliando em diversos aspectos.

“No meu caso, quando comecei a conhecer os cães, o mundo canino, vi o tamanho da utilidade e a importância que um cão tem. Mais especificamente o cão policial, que é o que eu pratico, mas na sociedade como um todo. Faço cinoterapia, faço apresentações nos colégios e conseguimos impactar esses jovens através do testemunho do que estamos vivendo em Xanxerê, o sucesso do Thor, o exemplo do nosso programa de adestramento. Isso é extremamente gratificante, porque além de eu estar fazendo meu trabalho como policial, como binômio que atua no combate ao crime, temos também essa oportunidade de levar esse exemplo”.

Segundo Edemar, ele desenvolveu um modelo de treinamento que possibilita que o cão tenha essa multifuncionalidade, principalmente por conta das dificuldades enfrentadas. Hoje, ele é o único policial que atua no canil da PM em Xanxerê e precisa adaptar a rotina de treinos com outras atividades que desenvolve.

“A partir das dificuldades que temos aqui, criamos alternativas e um novo modelo de treino que possibilita formar cães multifuncionais, que é o caso do Thor e do Thunder, que até então a gente não tinha e hoje graças ao empenho, conseguimos ser referência no estado, para o país e até para alguns lugares do mundo. Isso é extremamente gratificante, mas, principalmente, me deixa muito feliz porque posso contribuir com aquilo que desejamos, que é termos cães preparados e que venham chamar a atenção das autoridades, do estado de uma forma geral, para que seja mais aproveitado a cinofilia dentro das forças de segurança, para que possamos ter mais canis e mais cães trabalhando, para que possamos das mais respaldo e segurança para a população”, finaliza.


Por: Alessandra Oliveira

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