Agências Bancárias de Xanxerê começam a sentir os efeitos da greve do Transporte de Valor

3 de junho de 2016 09:24
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Agências Bancárias de Xanxerê começam a sentir os efeitos da greve do Transporte de Valor Banco do Brasil limita saque em Xanxerê (Foto: Bruno Fiorini/Lance Notícias)

 

A audiência no Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC) sobre a greve no transporte de valores terminou sem acordo nesta quinta-feira (2). Conforme o tribunal, o desembargador Jorge Luiz Volpato chegou a fazer uma sugestão de reajuste, que não foi aceita pelos trabalhadores.

Em Xanxerê, o saque começa a ser limitado pelo Banco do Brasil. Nas cooperativas o atendimento segue normal, como no Sicoob Credimoc, por exemplo. A orientação é para que as pessoas entrem em contato com a as agência para ter mais detalhes.

Na audiência, o desembargador sugeriu um reajuste de 10,5%, um meio termo entre os 12,7% pedidos pelos trabalhadores e os 9% oferecidos pelas empresas.

Pedido de liminar e dissídio
Sem conciliação, o desembargador vai analisar o pedido de liminar do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de Santa Catarina (Sindesp) para estabelecer um contingente mínimo de trabalhadores, de 70% nos horários de pico e de maior risco, e de 50% nos demais horários.

Após essa análise, o magistrado deve marcar sessão para o julgamento do dissídio coletivo, no início da semana que vem.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Valores de Santa Catarina (Sintravasc), Vilson Soares dos Santos, confirmou que a proposta foi rejeitada na audiência e que a greve está mantida.

O advogado do Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp), Aloísio Guedes Pinto, também confirmou que não houve acordo no TRT e que o desembargador vai analisar o pedido de liminar do sindicato.

Reivindicações
Os cerca de 1,7 mil trabalhadores reivindicam equiparação dos salários ao valor pago à categoria no Paraná e que o vale-refeição suba de R$ 25 para R$ 30. “No Paraná, os mesmos clientes pagam R$ 800 a mais para os trabalhadores. O funcionário catarinense recebe praticamente metade do que um paranaense hoje”, disse Jeferson Santos, delegado sindical de São José.

Eles são prestadores de serviços a bancos, lotéricas e casas de câmbio e chegam a aproximadamente 2 mil trabalhadores em Santa Catarina. Segundo o Sintravasc, atualmente, no estado os guardas têm um piso salarial de R$ 1.471, os motoristas, de R$ 1.576. Os chefes de equipe recebem cerca de R$ 1,7 mil. (Com informações do G1)

 


Por: Patricia Silva

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