Alunas do IFSC de Xanxerê embarcam para final de competição nos Estados Unidos

12 de agosto de 2019 13:25 | Visualizações: 77
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Alunas do IFSC de Xanxerê embarcam para final de competição nos Estados Unidos Foto: divulgação

As cinco finalistas brasileiras do Technovation Challenge, competição internacional de tecnologia apenas para meninas, embarcam neste domingo (11) para os Estados Unidos. No país, a equipe composta por estudantes do Câmpus Xanxerê do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) conhecerá empresas no Vale do Silício, na Califórnia, e participará da final da competição.

As alunas Ana Júlia Giacomeli, Anna Carolina Ferronato da Silva, Clara Pithon da Silva, Emanuela Maraskin e Jhuly da Silva Carvalho, serão acompanhadas pelo professor de Informática e mentor do grupo, Alex Weber, e ainda pela embaixadora nacional da competição, Alice Stippe Rodrigues.

A embaixadora, que esteve em Xanxerê durante a semana, explica que o grupo participará de dois momentos de avaliação: uma feira de ciências e uma apresentação em formato pitch. No primeiro, o aplicativo e o plano de negócios desenvolvidos pelas alunas serão avaliados de perto por uma comissão de avaliação. “Os jurados vão mexer no aplicativo com calma, avaliar as funcionalidades, avaliar a criatividade, e ler o plano de negócios”, explica a embaixadora da competição.

No segundo momento, as alunas participam do “pitch”, no qual terão quatro minutos para defender o projeto em inglês. Elas começarão falando do problema e da solução. Na sequência, ainda tratam do plano de negócios, dos competidores, das finanças e do aplicativo.

– No início, a apresentação terá uma encenação e, no final, uma frase de efeito. Ensaiamos tudo em detalhes nesta semana que estive em Xanxerê – destaca Alice.

– Ainda não caiu a ficha. Ainda não estamos pensando muito em como vai ser, só estamos preparando tudo que precisamos deixar pronto – conta a estudante Ana Júlia.

O grupo chega aos EUA na segunda-feira (12) para conhecer o Vale do Silício, região da Califórnia conhecida por abrigar empresas de alta tecnologia. Lá, passam por empresas como a Uber e visitam museus de tecnologia.

– É uma oportunidade única. Muitas pessoas não tem essa oportunidade e nós conseguimos. É incrível. Só a viagem já é um prêmio, então vamos aproveitar muito – afirma a aluna Clara.

As estudantes têm entre 16 e 18 anos, cursam o ensino médio técnico integrado em Informática e desenvolveram um aplicativo de celular, chamado “Safe Tears”, para auxiliar no combate ao suicídio. Com esta ideia, representam o Brasil na disputa pelo primeiro lugar contra outros cinco grupos, de diferentes partes do mundo: Albânia, Espanha, Estados Unidos, Índia e Kazaquistão.

– É um marco para a cidade e a região e ampliará os horizontes dos jovens e especialmente das meninas para área da tecnologia. Elas estão abrindo uma porta gigante – acredita o professor de Informática do IFSC e mentor do grupo, Alex Weber.

lém de aprenderem mais na área de tecnologia da informação, as alunas também precisaram do auxílio de outros servidores do IFSC, como do setor de psicologia, para tratar com sensibilidade e cuidado o tema do suicídio.

– Independente de todos os obstáculos que enfrentamos até aqui, chegar na final é uma grande vitória, porque vamos conseguir divulgar o aplicativo e incentivar outras meninas a participar – afirma a estudante Emanuela.

 

Finalistas:

 

1) Powerful Daisies, do Brasil, com o aplicativo “Safe Tears”, que tem como funcionalidade um copo com lágrimas que ajuda os jovens a monitorar seu estado emocional. Para esse monitoramento basta acrescentar ou retirar ‘lágrimas’ do copo. O nível de lágrimas vai subindo (ou descendo) de acordo com o que o jovem está sentido. E diferentes níveis geram mensagens de apoio, alertas, dicas de encaminhamentos e até sugestões de busca por auxílio profissional.

 

2) CoCo, do Kasaquistão, propôs um jogo 3D para celular chamado “Teco” que interage e desafia o usuário a fim de melhorar a consciência ambiental.

 

3) D3c0ders, da Albânia, tem o foco de auxiliar mulheres abusadas com o aplicativo Gjejzâ. Oferece testes para diagnosticar a situação doméstica, divide informações gerais, e oferece apoio psicológico e médico.

 

4) LPSN, da Espanha, quer auxiliar a salvar a vida de mulheres com o aplicativo “When&Where”. Ele é capaz de identificar a localização e as rotas por onde a mulher passa e, caso ela modifique o trajeto ou pare, o aplicativo interage com a usuária.

 

5) Team Uproot, dos Estados Unidos, propôs o aplicativo para o sistema iOS “Uproot”. A ideia é identificar e conter informações gerais sobre espécies de plantas, especialmente as nocivas e invasivas.

 

6) Tech Witches, da Índia, propuseram o aplicativo “Maitri”, que permite interação entre crianças abrigadas em orfanatos e idosos que vivem em lares especiais.


Por: Patricia Silva

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