Alunos de Xanxerê participam da programação do Dia do Abraço e Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças

17 de maio de 2016 14:14
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Alunos de Xanxerê participam da programação do Dia do Abraço e Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças Ações acontecem no dia 18 de maio (Foto: Divulgação/Nepre)

Os alunos das escolas estaduais do município de Xanxerê participarão nesta quarta-feira, 18, de uma programação especial junto com o Fórum Municipal pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infantojuvenil. Durante o dia, os alunos farão panfletagem sobre o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, em frente aos órgãos públicos que atendem o público vitimizado.

No Fórum da Comarca de Xanxerê, estarão os alunos da EEB Joaquim Nabuco. Já o Hospital Regional São Paulo está a cargo dos alunos da EEB Iracy Tonello. Na Delegacia Regional de Polícia, o material será distribuído pelos alunos da EEB Dom Oscar Arnulfo Romero. Os alunos da EEB Augusto Colatto ficarão no Instituto Geral de Perícias e a EEB Artur da Costa e Silva no Centro de Referência Especializado em Assistência Social. Participam da ação a Escola Municipal Pequeno Príncipe, que estará no Conselho Tutelar, e o Colégio La Salle, responsável pelo Centro de Especialidades/Saúde. Ação será realizada das 9h às 11 e das 14h às 16h.

Dia do Abraço

No dia 18 de maio também é comemorado o Dia do Abraço, que faz parte das ações referentes ao enfrentamento da violência e exploração sexual. Na EEB Artur da Costa e Silva, às 9h, os alunos irão comemorar a data com o um abraço na quadra que compreende a estrutura da escola e a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) Xanxerê.  Durante a semana, os professores estão trabalhando sobre o tema em sala de aula. “É fundamental que as equipes das unidades escolares estejam preparadas para conduzir o processo de orientação e prevenção contra o abuso e exploração sexual. O tema deve ser inserido no currículo escolar e contextualizado no PPP da escola, devendo ser trabalhado transversalmente e sistematicamente, promovendo conhecimento sobre a violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes”, explicou a supervisora de Políticas e Planejamento Educacional Tereza Cristina Giordani.

A assessora de direção da EEB Costa e Silva, Ana Paula Balbinot Ferreira, explica que abraçar a escola é uma forma de proteção às crianças vitimizadas já que muitos dos casos são descobertos no ambiente escolar. “O professor acaba acompanhando o aluno e observando seu comportamento. Muitas vezes, ele acaba sendo confidente do aluno que conta o que está acontecendo e, a partir daí, a escola tem papel fundamental em apoio a este aluno vitimizado”, afirmou.

Durante a ação, professores, alunos e comunidade escolar estarão enfatizando o Disque 100, que é o principal canal de denúncia dos casos de abuso.

Núcleo de Prevenção e Educação na Escola

A Gerência de Educação da Agência de Desenvolvimento Regional de Xanxerê conta com o trabalho do Núcleo de Prevenção e Educação na Escola, o Nepre, que trabalha a conscientização e prevenção a todo tipo de violência no âmbito escolar. “Isso vai desde a sexualidade, gestação precoce, doenças sexualmente transmissíveis, uso de drogas, bullying e outros.  Nós trabalhamos sem dar ênfase ao errado. Nós trabalhamos o inverso, ou seja, abordamos a vida saudável, a paz, o amor. Mostramos os dois lados e os prejuízos que certas atitudes podem causar à nossa vida. Tudo isso com uma linguagem própria para o público que trabalhamos”, explica a coordenadora regional do Nepre Kátia Batistii Colello.

Conforme Kátia, cada escola possui o seu núcleo e tem papel fundamental no trabalho conjunto com a equipe pedagógica. Desta forma, é possível amenizar a situação, dar suporte e fazer os encaminhamentos necessários. “Não podemos fechar os olhos para os problemas que acontecem com as nossas crianças e adolescentes. Precisamos estar atentos e trabalhar em conjunto. Mais do que isso, precisamos trabalhar com a prevenção e redobrar a atenção todos os dias com o comportamento dos alunos”, diz Kátia.

 


Por: Patricia Silva

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