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Amai sedia curso voltado à rede de atendimento ao imigrante

Mais de 20 cidades participam do Curso voltado aos profissionais da Rede de atendimento ao Imigrante, iniciativa única no Brasil.

Alessandra Bagattini | Comunidade , Xanxerê | 21/10/2019 15:11
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A Amai em parceria com a Polícia Federal (PF) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SDS) realiza, hoje (21), na sede da Associação, o curso voltado à rede de atendimento ao imigrante. Este é o primeiro curso realizado pela Policia Federal em todo Brasil. A iniciativa surgiu da demanda regional com a alta incidência de imigrantes.

Segundo o agente Administrativo de Polícia Federal e Responsável pelo Núcleo de Migrações da Delegacia de Polícia Federal em Chapecó, Alcione Vergil e um dos ministrantes, a PF possui muitas informações a respeito da imigração e este curso possibilitará que o conhecimento chegue aos municípios que atendem diretamente aos imigrantes e suas demandas.

A circuncisão da PF de Chapecó é a maior macrorregião de Santa Catarina em número de municípios, são 84 atendidos e segundo Alcione as pessoas as vezes precisam se deslocar dos municípios à Chapecó as vezes por uma simples informação. “Não queremos isso, e sim, que os municípios tenham a facilidade de atendimento ao imigrante. Por isso desenvolvemos este curso que é inédito no Brasil e inédito na Policia Federal, então estamos sendo pioneiros”, destaca.

Ainda segundo Alcione a região Oeste concentra o maior número de imigrantes do estado, um dos motivos é porque a região vive uma fase de pleno empreg, e també possui grande demanda de trabalho devido as agroindústrias.

– Somente em Chapecó residem mais de seis mil haitianos, na região como um todo, podemos ter de 13 a 15 mil haitianos, fora as demais etnias. Temos um grande número, pois absorvemos a mão de obra – explica.

Para a Gerente de Políticas para Igualdade Racial e Imigrantes do Governo do Estado e também ministrante, Regina C. da Silva Suenes, a Secretaria recém-formada já inicia com uma demanda muito grande de trabalho pois o Estado já é composto historicamente por imigrantes.

– Ao longo da história as coisas foram se perdendo e agora temos novamente a demanda grande – comenta.

Segundo Regina, primeiramente a secretaria realizou um levantamento de dados para elaborar um diagnóstico através do Cadastro Único do Governo Federal. A partir dos dados verificaram as principais dificuldades que iniciam na adaptação da língua e emissão de documentação, motivos que levaram a criação do curso.

O curso reúne aproximadamente 60 participantes de mais de 20 municípios das regiões Amai e Amnoroeste. Estima-se que na região Amai residam aproximadamente seis mil haitianos, entre os registrados e empregados e os ainda informais, crianças e os que ainda não possuem registro empregatício.

 

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