Aos 23 anos, jovem realiza cirurgia bariátrica “o julgamento das pessoas machuca”

13 de fevereiro de 2019 11:54 | Comunidade , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp

Aos 23 anos, Verlini Pinheiro Weingartner, de Xanxerê vive uma rotina considerada normal. Acorda, toma café, vai para a academia, depois para o trabalho. Se cuida, tem uma alimentação saudável e se sente bem. Mas, nem sempre foi assim.

Há cerca de quatro anos ela tomou uma decisão que a fez mudar o seu estilo de vida. Ao chegar aos 120 quilos, decidiu tomar uma atitude.

– Eu tinha muita dor nos joelhos. E, as pessoas julgam muito, eu não tinha problema de colesterol, nada alterado. Mas, o julgamento machuca muito. Ninguém pensava que eu não conseguia nem sentar em uma cadeira direito, ou comprar uma roupa, um calçado. E agora também comentam “ah, que linda que você está”, é difícil. Mas, eu apoio e incentivo todo mundo que tem vontade de mudar. Ignora os comentários maldosos e faz. É necessário ter muita força de vontade – comenta.

Na época o seu primeiro passo foi encaminhar a documentação para fazer uma cirurgia bariátrica. Ela conseguiu todos os procedimentos pelo SUS.

– Eu decidi fazer a bariátrica e me inscrevi para fazer pelo SUS. Como demora para chamar, eu acabei esquecendo. Há três anos, eu comecei a trabalhar e me senti desconfortável. Comecei a sentir dificuldade para comprar roupa, calçados, então decidi que queria emagrecer. Comecei a ir atrás, fui em academia, nutricionista e consegui emagrecer dez quilos, então me chamaram para fazer a bariátrica – lembra.

 

Após ser chamada, iniciou um novo processo, afinal, passar pela cirurgia não é fácil, além de todos os riscos que há no procedimento o maior desafio tende a ser o pós-operatório.

– Quando me chamaram, eu passei a fazer as consultas em Lages, uma consulta por mês, sempre com um familiar junto. Nestes encontros eles fazem pesagens, palestras, deixam o paciente bem ciente sobre o que pode acontecer. Porque muitas pessoas pensam que é só operar o estômago e pronto, mas a cabeça vai continuar a mesma de obeso. Nesse processo muita gente desiste – detalha.

Quando Verlini fez a cirurgia estava pesando 107 quilos.

– Eu fiz o acompanhamento com psicóloga, tudo pelo SUS, eu fiquei um ano e sete meses tentando perder mais alguns quilos para conseguir fazer a cirurgia. Eles pediram para eu reduzir a 103 quilos, quando cheguei a 104 comecei a fazer os exames pré-operatórios. Nesse período descobri que estava com problema de gastrite e acabei engordando e cheguei aos 107. Fiz a cirurgia e agora estou com 74, mas fazem só seis meses que fiz, então ainda vou emagrecer mais – conta.

A cirurgia é aberta, mas ela não teve nenhuma complicação e hoje comemora o resultado.

– Eu tive que ficar dez dias em Lages. É uma cirurgia aberta, foram 16 pontos. Não tive nenhuma complicação. Como eu já estava nesse processo de emagrecimento antes da cirurgia, eu já tinha a rotina de exercícios então não tive impacto na alimentação. Quanto a comida, eu não posso comer fritura, doces, mas no mais eu posso comer um pouco de tudo, o segredo é controlar as calorias, porque se não me cuidar posso engordar novamente – diz.

Verlini segue realizando acompanhamentos até dois anos após a cirurgia. Apesar de todos os desafios e riscos comemora o resultado e incentiva outras pessoas que também sentem a necessidade de fazer a bariátrica.

 

 


Por: Patricia Silva

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