Após 30 anos, xanxerense supera desafios e consegue largar o vício do cigarro

29 de agosto de 2018 13:14 | Comunidade , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Após 30 anos, xanxerense supera desafios e consegue largar o vício do cigarro Foto: Divulgação

Marisa Cardoso, de 45 anos, moradora de Xanxerê, destaca que faz um mês que possui uma nova vida. Ela participou do projeto contra tabagismo e conseguiu parar de fumar depois de 31 anos.

“Eu decidi e fui no posto, me chamaram e participei das palestras. Eu estava fumando de mais. Fumava até mais de duas carteiras de cigarro por dia e eu consegui parar. Agora é uma nova vida”, comenta.

Neste dia 29 de agosto, é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo e a história de Marisa virou motivo de orgulho para sua família que parabeniza a xanxerense pela atitude de superação.

“Eu vi que estava me fazendo mal de mais e fui atrás. Eu parei faz um mês. Mas enfrentei muitas dificuldades, porque eu sentia a necessidade de fumar, principalmente quando eu ia tomar chimarrão. Foi bem difícil. A médica me receitou alguns remédios para ansiedade e agora estou bem tranquila. Tinham dias que não tinha saída, eu fumei por 31 anos, uma vida. Eu tinha vontade de chorar, sair. Mas agora não fumo nenhum, eu consegui. Agora é uma nova vida. A minha família está bem feliz com minha decisão, até eu me surpreendi”.

 

Dia Nacional de Combate ao Fumo

No dia 29 de agosto é comemorado, no Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, uma data instituída em 1986 pela lei nº 7488, que foi criada com o objetivo de conscientizar e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta, sendo considerado, portanto, um problema de saúde pública. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas morram todo o ano no Brasil em decorrência do fumo. Esse valor salta para cerca de 4,9 milhões em perspectiva mundial.

O cigarro, assim como outros derivados do tabaco, não possui uma quantidade segura de consumo. Somente na fumaça desse produto, por exemplo, encontramos mais de 4.700 substâncias tóxicas, algumas inclusive cancerígenas. O alcatrão e a nicotina são exemplos dessas substâncias maléficas ao organismo. Essa última substância age como estimulante do sistema nervoso central, eleva a pressão sanguínea e a frequência cardíaca, diminui o apetite e desencadeia náusea e vômito. Já o alcatrão, que é formado por várias substâncias, está ligado a doenças cardiovasculares, câncer, entre outras.

O tabagismo pode desencadear cerca de cinquenta problemas de saúde, dentre os quais, destacam-se: infarto do miocárdio, enfisema pulmonar, derrame, câncer de pulmão, traqueia, laringe e brônquio; impotência sexual no homem, infertilidade da mulher, hipertensão e diabetes. Estima-se que 90% das pessoas que desenvolvem câncer de pulmão apresentem como fator responsável o fumo, sendo importante destacar que as chances de cura para essa doença são bastante baixas.

As pessoas que não fumam diretamente também correm sérios perigos. Os chamados fumantes passivos, quando comparados a grupos que não possuem contato com o tabaco, possuem risco aumentado de desenvolver câncer de pulmão e doenças cardiovasculares e respiratórias, como a asma e pneumonia. Além disso, bebês de mães fumantes podem nascer prematuramente ou então apresentarem baixo peso após o nascimento.

 

Com informações Organização Mundial de Saúde e Brasil Escola

 


Por: Alessandra Bagattini

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